quinta-feira, 27 de maio de 2010

Agora, Maya conta a sua 1.ª vez

e última, espera, num desses veículos pronto-socorro.

Maya, rapariga, às vezes avisada e atinada, deixou acabar o combustível do carro. Teve de chamar o ACP.
Como foi possível? Deixar o carro à míngua? Interrogam-se os setecentos [sempre gostei de números compridos] visitantes desta humilde casa [eh pá, isto já começa a parecer um museu, tal é a afluência!].

Foi assim.

Maya ao chegar a casa no dia anterior, bem que reparou que o pópó se queixava com sede. Maya, tenho sede, dá-me de beber, dizia ele. Meu mais-que-tudo metalizadinho [esta é para ti Woolen King], amanhã logo pela manhãzinha, vamos os dois aí a um desses bares e encho-te o fígado de álcool, combinado? Apitou, aquiescendo.

Maya deixa a sua cara-metade de lata [esta também é para ti, WK], a dormir sossegadinho na camarata e, por sua vez, vai ressonar para casa.

Na manhã seguinte, Maya desperta fresquinha como uma alface, não daquelas francesas enrugadas, mas sim como as alfaces portuguesas, lisas e enxutas. Abre os olhinhos e estende o bracinho para alcançar o mobilizinho. Abana a cabecinha para os olhinhos irem ao sítio. E …… MEU DEUS!, VIRGEM SANTÍSSIMA! FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE! [Maya costuma rezar e só depois … bom!]

Maya salta, Maya lava, Maya veste, Maya come, Maya lava outra vez, Maya pinta, Maya perfuma, Maya corre.

Maya chega à garagem. Maya liga o carro. Maya arranca. Maya está na VCI … Maya começa a abrandar. Maya começa a encostar. Maya chama o ACP.

Desta história toda, o melhor foi que Maya constatou que o colete reflector lhe assentou que nem uma luva durante 20 min.

E, pronto!, foi assim que Maya teve acesso à inolvidável experiência que é apreciar o mundo do asfalto do alto de uma cabine de um pronto-socorro.

1 comentário:

pedro disse...

já fiquei sem gota 3 vezes. uma delas deu direito a multa. multa potente!