O que é que eu vou escrever? Não tenho nada para dizer ao mundo. Há alturas assim, alturas em que demasiado ruído te põe mudo. Mudo de tanto que ouves. Tanto barulho, tanto barulho, tanto ruído, tanto ruído, tantas notícias, tantas notícias, tantas opiniões, tantas opiniões. Ensurdecem-me o cérebro. Não me consigo ouvir. Estou um robot. Programada. Politicamente correta. Muito brilhante por fora.
Gosto deste cinema francês, o da aparente piada fácil, presque brejeira. E isto é o que os franceses, assim como os italianos, espanhóis, e nós, portugueses - e esse grand Kusturrrica também - têm em comum: pegar em temas sérios, travesti-los, e transmitir a mensagem - neste Paulette, a terceira idade e todos os problemas que lhe estão subjacentes.
Mas também gosto dos que nos dão uns valentes murros no estômago de quando em vez.