segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
- Listen very carefully. I shall say this only once.
Eu sei, eu sei. Quer impressionar o seu parceiro na passagem de ano. Levá-lo/a a um sítio inesquecível. Sei. Esqueça Paris. Nova Iorque. Tóquio. Bem, Tóquio ..., não, esqueça Tóquio até.
Sabe porquê? Porque vai chegar lá, o seu par e você, cheios de tesão para a diversão de rua e de cama, e sabe o que vai acontecer? Nada. Pior que nada. Vai acontecer que vão querer a toda a força divertir-se na rua e na cama e ... nada! Nada! Nada! Nada! É assim mesmo como lhe digo. Ai que vai ser tão bom e vamos divertir-nos tanto e ... pois!
Pois, caro leitor. Tanto dinheiro e vontade empenhados naquela viagem de sonho de fim-de-ano e vai tudo para as urtigas. É a vida.
Já lhe aconteceu? Já? Então porque insiste? Desista. Deixe-se ficar quietinho. Ou esboce, ligeiramente apenas, muito ligeiramente, um programa alternativo. Para o caso de apetecer. De resto, não se esforce muito. Como em tudo na vida, às vezes, quanto mais nos esforçamos, mais nos fo lixamos.
O meu conselho, fique aí em frente à lareira, no chão, no sofá, onde calhar, rodeado de dois braços apenas ou então por muita gente, mas da boa. Nada de más ondas. Nada de gente 'ai coitadinha de mim'. Não há badaladas que aguentem pessoas baixo astral. Temos pena, mas pessoas deprimentes é que não. Já agora, faça o mesmo para o resto dos dias do ano que aí vem. Afaste-se desse pessoal, que a coisa pega.
Hey! Hey! Be careful out there! :)
domingo, 26 de dezembro de 2010
Da queda dos mitos
Prima oferece a primo O Anjo Branco (ou lá o que raio) do José Rodrigues dos Santos.
Das duas, uma: ou prima não conhece bem o irmão. Ou primo gosta de José Rodrigues dos Santos.
[não, não e não. não é admissível a um gajo que já integrou expedições ao Kilimanjaro e que está de olho no K2, gostar de José Rodrigues dos Santos ... nãããããããooooo.]
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Confirma-se
[mas quem é que te disse Edu que o Puttanesca ficava na Rua das Escolas, quem? Eu? Não ... Agora sou eu a culpada de termos ido parar a Marrazes, queres ver? Porque é que te acreditas em mim, hein? Julgas que não tenho mais nada que fazer do que saber onde fica o Puttanesca? Nem tinha ido lá até àquele dia ... Eu sei que estavas quase a desmaiar de fome, mas custava-te muito ter introduzido logo o raio do nome do restaurante no GPS, custava-te? Isto de andar a fazer rally às 9 da noite no Bairro dos Combatentes do Ultramar ou lá o que raio, não tem muita piada. Vê lá se aprendes. Obrigares 3 carros a andar à deriva, não se faz. É muito feio, digo-te desde já. Ainda bem que gostaste do bistro. Mas isso de tomar conta de uma só travessa, e que travessa, não está com nada, Edu. Com nada. Ah, e também obrigares-me a apanhar chuva só porque tens de abrir a janela para apanhar o sinal do GPS, Edu, caramba ...! Muda de GPS, por favor.]
O problema dos homens
Foi num vidro orvalhado
[sei que nem sempre estamos em sintonia ou de acordo, mas sei que estás sempre que precisar de ti]
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Natal, riqueza e pobreza
Ouvido há 10' "no Alvim". Tem lá hoje o Pe. José Luís Borga (juro que tive de ir confirmar o nome, pensava que era Borges). O homem é um bacano. Fez-me rir (por isso é que tive de ir confirmar o nome; qual é a probabilidade de se chamar Borga e ser um gajo de borga, hein?)
Era só isto. Agora tenho de ir. É o aniversário da minha maninha e já devia estar no restaurante. Se quiserem, apareçam! É ela que paga.
Ah, e reflictam lá na frase lá de cima. Afinal, é Natal, tempo de reflexão e comunhão. Comunhão de pensamentos! Nada de ir de ir (re)flectir e comungar na cama ...
domingo, 19 de dezembro de 2010
Reflexão juliana
[momento. vou ver se a água da sopa está a deitar por fora]
[não. tudo em ordem]
Não deveriam existir sequer. Se há palavras que nun, digo, que não deveriam existir, são estas. De seguida, listo algumas frases exemplificativas da imposturice destas palavras.
- Nunca te amarei (sim, a mulher de que falava nuns posts abaixo e que diz que nunca te amará está a mentir um bocadinho, mas não o sabe. está a mentir porque há-de amar-te, graças à tua masculina persistência, mas não da forma que gostarias que ela te amasse);
- Nunca te odiarei (pois. pois. talvez venha a existir um tempo em que talvez isso aconteça por algum tempo. mas passa);
- Odiar-te-ei sempre (mentira. ninguém consegue odiar para sempre. o tempo encarrega-se da memória);
- Amar-te-ei sempre (a excepção está aqui. é sabido que os pais amam para sempre os seus filhos).
Tenho ou não tenho razão?
Tenho sempre razão.
Agora vou comer a sopa.
Gostarei sempre de sopa.
Natalícia rima com delícia
Bom, prendas compradas em 2 horas. Morangos, limão, mocca, mar, amoras, romãs - em forma de sabonetes, géis e body lotions. Sim, fui por aqui. Não, não foi a via mais fácil. Apeteceu-me este ano. Isto, ou então corria toda a gente a livros. Já os tinha pensados. Calhou entrar na perfumaria primeiro.
Agora é tirá-los dos embrulhos da loja e reembrulhá-los. É muito importante que o embrulho extasie, deslumbre, e, esperemos com a graça do bacalhau, desarme por fim. A batalha ganha-se aqui. No embrulho.
:confidencio que gostava de receber o que vou oferecer, pelo que estou a agir bem. acho:
sábado, 18 de dezembro de 2010
Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Hooooooooooooooooooooooo
[Perversa.]
[:)]
Pequenas viagens e educação irracional
E M. ême. Diz-se educadora irracional. Isto faz lembrar-me que sempre simpatizei com o meu lado irracional. O selvagem. Pronto, o animal, mesmo.
via Zhu Di
[*eu explico: é o nome da actriz que fazia de Bea. enfim.]
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Lovespotters
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Alma-gémea?! Pffff ...
Eu sou inteira! Eu não quero ser 1/2 de 1. Eu sou 1.
Basto-me!
(mas vamos ao que realmente esta cena da alma-gémea mascara: eu, 1, estou, aliás, todos nós, 6,8 mil milhões, estamos, disponíveis para dar e receber afectos, dar e receber prazer e também porque fazer as cenas sozinhos é assim um bocado para o chato, e é por isso que nos juntamos, aos pares, em trios, grupos etc. Agora alguém se lembrar de dizer que nos juntamos a alguém porque encontramos a nossa alma-gémea! Pfffff! ...)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Palavras às quais eu dava um significado completamente diferente, tipo
- Oh, pá, sabes o que és, sabes? Tanatório, pá, é o que és!
Do "Amo-te"
Se isto é um problema?
É.
Para pessoas que só se interessam por palavras.
sábado, 4 de dezembro de 2010
A gata das botas
(este shit - dirão - mereceria um ponto de exclamação - qualquer shit - de resto - merece um ponto de exclamação - mas - notem por favor - este shit é mais uma constatação - do que uma admiração - pelo que vai de ponto final - experimentem lá dizer shit ou merda - amorficamente - olá Dina! - sem qualquer entoação - é giro, não é? eu acho - adiante)
Então temos que -
Qualquer gata hoje em dia que sabe mesmo que é gata*, sabe que nunca precisará de umas botas a passar do joelho para chamar a si a atenção masculina. Basta-lhe ser *discreta, *simpática e *misteriosa q.b.. Qual é o mistério de uma mulher que usa botas a passar o joelho? Nenhum. As botas mostram tudo. Mais que um decote. Ora, sobre isto dos decotes ... deixa-me dizer-te, sim, a ti, mulher-camarada de luta por um mundo melhor, nota que tens que ser tu a usar o decote e não o decote a usar-te. Estamos entendidas? Vá, vai lá, que ainda vais a tempo da sessão das 5. Não compres pipocas, que, ainda que sejam milho e tenham bons carbs e o caraças mais velho, fazem muito mal aos dentes. Por causa do açúcar. E uma gata com maus dentes não vale nada, já sabes.
Dizem que se chama Tony
Ah, e o Bubbles, quase me esquecia do Bubbles.
Oh, e os Anjos. Meudeus, os Anjos.
E as apresentadoras de televisão sub30, oh, as apresentadoras de televisão sub30, sempre tão simpáticas. Mas tão sem sumo. Só mamas.
[tenho esta mania de desconfiar de pessoas sempre simpáticas, sempre simpáticas, sempre simpáticas, a toda a hora, sempre muito politicamente correctas; excelentes actores, julgam a vida uma novela]
[A crónica do Sérgio .... (desculpa, não me lembro do teu apelido) - Mau feito - também está muito, muito boa. E não é que esteja boa por falar da Rita Pereira]
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Também. Também.
Pessoas.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
FIFinhA
(não sei se a aposta já vai fora de tempo; juro que não fui ver se a decisão já foi comunicada ou não)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
1 de Dezembro
A Maya, dia 1 de Dezembro, parece-lhe ser um bom dia para dar uma volta. De 180º.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Do inesperado
Gosto de inesperadas - "chatice, o elevador encravou [introduzir aqui olhares cúmplices]", ou "[introduzir aqui olhares cúmplices] deixa-me parar o elevador, poramordedeus"!
O inesperado é tão bom. Porque não estás à espera que te aconteça. Apanha-te de surpresa. O inesperado deixa-te alentado para o resto do dia, ou da noite. Uma voz inesperada, um sorriso inesperado, uma SMS inesperada, uma visita inesperada, um telefonema inesperado, um convite para café inesperado, um toque nas costas inesperado, uma gargalhada inesperada, um beijo na boca inesperado, uma partilha de cigarro inesperada, uma confidência inesperada, sexo inesperado. A melhor é, sem dúvida, uma pessoa inesperada. Não falo de amor inesperadamente à 1.ª vista, até porque isso não existe. Falo de pessoas que conheces nos lugares mais improváveis, em circunstâncias inimagináveis e que se tornam na lufada de ar fresco do teu dia e, se o destino assim o continuar a querer, na tua vida. É tão bom!
Inesperado é a palavra correcta. E, no entanto, tão pobre para a felicidade que promete. Há, realmente, adjectivos que não têm sorte nenhuma.
Estou aqui
O que vos corta a tesão?
(para quebrar o gelo, respondo já eu)
- usarem de vernáculo enquanto fodem
(juro-vos!, um gajo que diga foda-se!, merda!, car@lho! faz-me logo querer desaparecer - atenção não confundir com uma lambidela sussurrada* ao ouvido ...)
Vamos lá animar aqui a coisa
"Você duvida da minha machidade? Eu sou mesmo macho e tudo o que digo, faço! Se duvida, vamos ali para trás do cortinado e você tira as dúvidas. Nem precisa de esgallhar-me o pessegueiro, a alavanca sobe automaticamente".
Alguma coisa não está bem aqui.
Interessante a forma como se abrem, como expoêm vulnerabilidades e fraquezas. O que não falam, escrevem. Sempre foi assim, não foi?
[Desculpem-me as meninas de "blogues de amor e sofrimento", mas estes meninos vendem muito melhor "o seu produto"]
Tenho um problema com o meu carro novo
O meu problema é que me incomoda que doravante me achem mal-agradecida. Coisa que eu não sou de todo.
[não, não me sugiram os "4 piscas", por favor, não ando a conduzir nenhum camião ...]
sábado, 27 de novembro de 2010
Só a mim!
- Que bonita, tem uns olhos tão bonitos, parecidos com os da Nossa Senhora!
[engasguei-me com a meia-de-leite e quase que me via a desmaiar pela primeira vez, ali, no Café, à vista de todos]
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Mas afinal, quem foi Jesus?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Três bagaços parece ser a conta certa, para o bom e para o mau
E a perna, ou melhor dizendo, a falta da perna do bisavô mudou o destino da família Quintana. Mas como, apesar de ter perdido a perna, não tinha perdido a responsabilidade de alimentar toda a família - três filhos e outro a caminho -, teve a ideia de abrir uma taberna por tanto gostar de beber: lembrava-se sempre da taberna O Quixote, na capital, e sempre que ia vender a sua colheita, visitava-a depois. Se a venda tivesse sido muito boa, bebia três bagaços, coisa que só aconteceu uma vez, pois as colheitas quase nunca eram de grande qualidade, pelo que decidiu que beberia também três bagaços quando a venda fosse muito má, tristezas não pagam dívidas.
Por isso o bisavô Quintana, depois do seu infeliz acidente, investiu o pouco dinheiro que tinha na compra duma perna de pau e construção da primeira taberna de Navidad, e no andar de cima instalou a habitação familiar, pois para poder abrir a taberna e comprar a perna de pau teve de vender os seus dois hectares de terra e a quinta. E a partir de então deixou de dar pontapés quando se zangava, não fosse ficar sem a outra perna, e para acalmar bebia um bagaço e procurava outra vez uma desculpa para beber mais de um: se a zanga fosse muito grande bebia três bagaços, e se não, também, pois para alguma coisa haveria de servir ser o dono da taberna.
A taberna chamou-se O Pirata, nome que disse o bisavô quando se viu com a sua perna de pau, pois apesar de perder a perna nunca perdeu o bom humor, e pediu à mulher, a bisavó de Berta, que quando morresse não o enterrassem com a perna de pau, pusessem-na na taberna como reclamo ao pé da porta, onde havia um pequeno letreiro com o nome do sítio. E assim foi, quando o bisavô esticou a única perna que lhe restava, quando o seu coração, um bom dia, decidiu parar de palpitar. A notícia da sua morte produziu uma grande surpresa, pois ninguém conseguia acreditar que um homem com uma vida tão atarefada fosse morrer de uma forma tão agradável. E quem nesse dia bebeu três bagaços foi a bisavó Quintana, e a seguir rezou o terço pela alma do marido. Coitada, ficava viúva sendo ainda tão nova, e pôde voltar a casar, pois além disso era muito bonita, mas a ver a perna do bisavô a toda a hora, quem é que seria capaz de pensar noutro homem?"
[Navidad foi baseada muito certamente nalguma terrinha de uma península acima de Barcelona, onde existe muito vento; de acordo com o Joan - vocês não conhecem o meu Joan - as pessoas daquele sítio não regulam muito bem da pinha porque apanham com muito vento, vento mediterrânico, portanto; de resto, o meu Joan acha que tudo o que não é de Barcelona é mau]
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Repara, estava ali a lavar o fio dental que usei ontem e lembrei-me disto:
Conheço-o apenas a partir do Elizabeth.
Agora diz-me porque é que eu gosto dele? Eu não sei. Se o souberes, diz-mo, diz-mo depressa, para que eu possa prosseguir sossegada com a minha vida.
Juliette, e já agora, Abbas, mas principalmente, Juliette
Acho que sou muito complicada. Mas também posso ser simples. Quando se consegue descrever uma relação através das palavras, torna-se simples. Mas quando o outro nos compreende de uma forma diferente daquilo que somos pode tornar-se complicado. É muito complicado viver-se com alguém e ser-se compreendido.
Qual é, então, o segredo?
Quem não tem grandes expectativas geralmente não fica muito frustrado. Tudo o que se recebe é como uma dádiva. O melhor é não estar à espera de nada. É uma ideia muito taoísta. Mas também é perigoso. Nós devemos expressar quem somos. Se não o fizermos, não vivemos as nossas vidas por completo. Temos de encontrar um equilíbrio.
[excerto de entrevista de João Antunes, JN, hard copy de 22-10-2010]
domingo, 21 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Daquilo a que chamamos being cool ou coolness, whatfuckingever

[já há muito que não ia ao Sarto]
$
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
- Vai chover! - Vai tu!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Oh, como eu gostava de ser gato
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Quando uma mulher
Vi esta cena num filme qualquer e achei estranho a segurança com que aquela mulher dizia, tão cruelmente, ao homem que estava apaixonado por ela, que não o amava e que nunca o iria amar. E depois, espetando mais a lança na ferida aberta, ainda se sai com esta de que quando uma mulher te disser que nunca te amará, acredita nela. O homem apaixonado ficou espalmado, que é como fica um homem apaixonado quando se lhe passa por cima com um daqueles rolos que comprime e acama o alcatrão. Eu, na altura em que vi o filme (é um filme daqueles antigos, p/b, pesado, insinuante, tipo Casablanca, ora toda a gente gosta de Casablanca e Play it again, Sam, mas quase ninguém compreende Casablanca, porque para se perceber o Casablanca são precisos pr'aí uns 10 visionamentos, ora os tempos não estão para isso, os tempos estão para consumir o maior número de filmes possível e não para rever 10 vezes o mesmo filme, ainda que de cada uma das vezes se compreenda sempre mais um bocadinho da história, a mim ainda me faltam aí umas 8 vezes e meia para apanhar toda a complexidade emocional do Casabalanca). Vou começar outra vez a frase, porque entretanto perdi-me e perderam-se vocês, não foi meus kid'os? Eu, na altura em que vi o tal filme em que ela lhe dizia que nunca o amaria e para ele acreditar sempre numa mulher que lhe dissesse que nunca o amaria, ri-me. A gaja está a fazer bluff, pensei. Mais tarde, mais crescida e espigadote, realizei que afinal o bluff disto de amar e não amar era outra coisa que agora me apetece partilhar - quando uma mulher não te disser, a ti, homem apaixonado, que te ama, é porque se calhar ainda não sabe se te vai amar. Pode vir a acontecer. Tens de ter um bocadinho mais de paciência. E, com efeito, se disser que não te ama - a ti, homem apaixonado - e que nunca te amará, é porque nunca te amará.
De como pôr a cabeça de uma rapariga em água
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Aniversários
[Vou esquecer-me.]
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Da ira. Da mágoa. Da raiva. Da desilusão. Etc.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
(não resulta, ainda fodida)
(alguém me arranje a máquina de calcular do Mr. Bean, pliz)
35 milhões? Fuck!
Agora, isto aqui em cima seria mote para dissertar um pouco sobre esse ser andrógeno (não adianta, vejo-o sempre como andrógeno e não me vão tirar essa ideia) que foi o Andy, mas na verdade, conheço píveas dele, excepto que criou uma qualquer tendência e que até deu para viver à custa disso, umas vezes melhor, outras pior.
Gosto dele! Gosto de artistas (apesar de todos os defeitos que lhes encontro) - é que tendem a pensar fora do quadrado.
[Não sei se já tinham reparado, mas thinking outside the box é o que está a dar ... Atentem no que digo!]
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Tenho aqui um papelinho
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Why Dylan?
:)
Lisboa
E eis que hoje, estão me cobrando né? (Fábio, estás melhor?) o que me dizem ter prometido ontem pelas 15h, mais coisa, menos coisa ...
Hã? Eu? Eu não prometi nada! Ainda sei o que faço com o dinheiro, caramba (mesmo achando todas as pessoas do mundo lindas). E principalmente quando não é meu.
Querias!
Porque bebes, Maya? perguntam vocês (faz de conta)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Jogo(s)
[não estou a falar de futebol]
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Diz a minha amiga transmontana
(as coisas que eu aprendo com a minha amiga transmontana!)
Homens:
Ele é o Berlusconi a meter-se com gays.
Ele é o Peter a dançar ao som de 'música gay'.
Ele é o Tolan a visionar 'filmes gay'.
Pá, nada contra, mas ...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Espelho meu, espelho meu, há alguém mais bela do que eu?
- Lenhador!
- ... e antes que faças merda, Rainha Maya, deixo-te um aviso. Se ela morrer, tu morres. Tu não podes viver sem ela e ela não pode viver sem ti.
Quem me faz feliz, quem é?
[estamos quase lá. juntas e com a ajuda da pista do Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho - esse grande benfeitor megalómano, que tanto gostava de rotundas, estátuas e coisas assim, indispensáveis - vamos conseguir]
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Hum
(já para a lista, menina!)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Constatação de Outono
[mas haja esperança, todos os anos há Primavera, pelo que voltam a (re)nascer, ou melhor dizendo, a brotar]
(um dia destes também eu cairei, tal qual folhinha vermelhinha, fazendo piruetas pelo ar, com a ajuda dos braços abertos ou de um guarda-chuva Poppins)
Agora vou falar de carteiras
- A vontade que tenho quando vejo fazer isso ... pegar nessa carteira e despejá-la toda!
[é não é? mas quando é preciso guardar a carteira macho, os cigarros macho e outras merdices macho, a carteira fêmea dá muito jeito, não é? humpf]
E digo mais: pois, meus queridos, a mim, quando me pedem emprestado: a minha pinça fêmea, o meu espelho fêmea, as minhas toalhitas fêmea, a minha esferográfica fêmea, o meu bloco notas fêmea, também tenho vontade de mandá-los à ... er ... ir a casa buscar ...
Não conseguindo eu enriquecer de outra forma (a honesta), roubo. Descaradamente. Despudoradamente. Roubo comentários :)*
* para não me acusarem de induzir propositadamente os leitores (bons, muita bons) deste bloguito, em erro. E de que digo as coisas com uma intenção e os leitores (bons, muita bons) deste bloguito entendem as coisas que digo de outra forma e que, à conta disso, gozo com os leitores (bons, muita bons) deste bloguito. Sempre preferi rir com do que de. Para que conste.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Da sedução
"Eish, tenho de te dar umas aulas. A sedução é um jogo com regras flexíveis mas ainda assim severas. Muitas vezes é preciso fazer o oposto do que se que quer fazer, dizer o contrário do que se sente, ter paciência quando se está a arder de vontade etc. O importante é ganhar. Depois, com o tempo, lentamente, uma pessoa pode abrandar o ritmo e confessar que tem chinelos em forma de coelhos de peluche."
Eu até tenho uma mente aberta e assim
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Eco dica
Ts ts, shame on you!
[se esta brilhante eco ideia saiu da minha cabeça? Não, claro que não, eu lá me preocupo com o que fazem ou deixam de fazer com os vossos coisinhos no duche ... ]
Email stuff
Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, milhões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15 pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia. Correcto?
Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
- Foda-se ... Watson, não vê que nos gamaram a puta da tenda?!!...
sábado, 23 de outubro de 2010
Diz-me um conhecido
[depois explica-me - ainda que não lhe tenha pedido explicação, porque surpreendentemente dou comigo a percebê-lo na perfeição - que a paixão mais cedo ou mais tarde desaparece; a tesão e a amizade não se desvanecem tão depressa e não completamente, podem ficar mais pequeninas ou adormecidas, mas ficam sempre lá, no quarto, cozinha, sala de estar ou, em última instância, no sotão, mas sempre ocupando o seu espaçozinho]
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
FB 2
É que se querem cavar a terra, dar milho às galinhas, cortar umas árvores, fazer a matança do porco, mas à séria, eu arranjo a terra, as galinhas, as árvores e o porco. Faltam-me é braços.
- Rainha da Lã
Eighties

Hoje
[acabo de tomar um Clonix]
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Don
E as minhas manhãs ficam 'prazerosas'
[ah, gosto do português, que não é suave, deste patife]
*sim. Prazêrósas.
Mais cuscas, desconfiadas e ciumentas, diz ela!
Há coisas que eu não percebo. Aqui, duas. 1.ª: uma mulher a dizer mal de si própria (não suporto isto); 2.ª: mulheres que ainda não sabem que os homens sofrem muito disto também (cusquice, desconfiança e ciúme).
Ó querida, tem de começar a andar mais atenta. Os sinais estão todos lá. Escondidos, muito escondidinhos, mas estão lá, ó se estão! Não são tão vistosos como os nossos (homem que é homem, não expõe a sua vulnerabilidade por dá cá aquela palha), mas estão lá, em igual grau de intensidade.
Vá por mim.
Dar com os homens em malucos, isto de querer e não querer. O que é que nós queremos? Nós sabemos o que queremos:queremos e não queremos!
In a entrega - memórias eróticas, Toni Bentley
[Ser homem é difícil!]
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Mal Acostumado
Mal acostumado
Não sou particularmente (ah, isto faz-me lembrar a Dina, sim, também eu como toda a gente tenho uma amiga que se chama Dina. A Dina gosta muito dos advérbios de modo, deve ter descoberto em tempos que isto era chic e desde então nunca mais os largou, pode dizer-se que é um vício. A minha amiga Dina é viciada em advérbios de modo e em boas maneiras, pelo que, por exemplo, em calhando emborcarmos em grupo uma ou duas garrafas de branco ou tinto, ou rosé até, a amiga-gaja, à conta da puta das boas maneiras, quer que deixemos sempre um restinho de vinho na garrafa, que, diz ela, é o que diz a puta das boas maneiras e péu péu péu. Enfim, todos temos as nossas cruzes, e nós temos a Dina Fina e o raio do restinho de vinho) fã de música brasileira, mas mal trauteio mentalmente (que ainda tenho vergonha na cara) maulacóstómádóvôcéemideisçoumaulacóstómádóóóóó ... começo a saracotear as ancas e a sacudir os ombros, espasmodicamente, lá está.
Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser féliiiiiiiissss
Era isto.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ontem à noite
[vida de espectadora é difícil]
Momento cultural
Li umas perguntas a e respectivas respostas de Helena Marques na revista de Sábado ou Domingo do JN, não sei. Tenho-a lá em casa ainda, creio. Gostei. Gostei muito. Gostei das suas respostas. Terra-a-terra. Gosto de respostas francas, simples de entender porque simples de sintaxe. Não que eu seja burra, acho que não sou, mas isto é sempre muito relativo. As respostas simples de sintaxe parecem-me sempre mais verdadeiras, mais honestas. Parecem-me sempre a transcrição textual de pensamentos simples, porque resultado de emoções honestas e verdadeiras. Sem adoçantes, corantes ou floreados de espécie alguma. Por exemplo, também gosto das respostas de Saramago. O meu pai detestava Saramago. O trocadilho que ele fazia com a planta. Enfim! Eu gosto. Sempre gostei de pessoas simples e de tão simples, polémicas. Das polémicas, mas daquelas que acreditam no que dizem e não que dizem coisas em que não acreditam mas em que querem que nós acreditemos.
Esta mulher, a Helena Marques, tem um cara muito doce, o que à partida me fez suspeitar de que as gordas que li (antes de ler a entrevista na íntegra) fossem mentira. Não parecia feminista. Deveria ter pensado em mim. Também eu sou enganadora. Também eu tenho uma cara doce, no seu todo. Apenas alguns pormenores são de diaba, e doces, contudo. Helena tem cara doce, cara de "amores positivos". Reparo melhor agora nas sobrancelhas. São sobrancelhas de personalidade.
É uma cara nada impositiva, não é? Parece uma cara submissa até. Como enganam algumas caras. Estranho. Será bipolar? Insubmissa e submissa? Às vezes, penso que sou assim. Devo ser. Pensando nisso agora, acho que as mulheres sofrem muito desta bipolaridade. Coisas dos tempos que atravessamos ...
A Sophia, por exemplo, tem (sim, tem) uma cara forte. Não cara de geniosa, mas de "eu sei muito bem o que quero e como quero". Vai-se a ver, e se calhar não era. Ou pelo menos, nem sempre. Lá, quando sozinha, martirizava-se e chorava. Não sei ...
Trick or treat?
...
- É amargo?
- (hã) Não, não é.
- Dizias se fosse?
- (epá qu'é isto?) Dizia, claro (quem foi a miúda que te fazia o frete?)
Eu não sou de fretes. Gosto muito de ir à prova oral. Julgo que seja chato [sei, chato, é favor] para um gajo ou gaja apanhar uma miúda ou gajo que faça o frete. Mesmo que gostem muito dela ou dele e coisa e tal e ela ou ele seja a ou o "the one", mas ... mas não faz um broche ou minete com gosto. Raios! Era esta ou este! Era esta ou este, mas ... ela ou ele faz um esforço a pôr a boca no trombone. Chato. Assim não há condições.
Fazer um broche ou minete com gosto e vontade é a melhor prova de desejo que se pode dar. Acho que é isso.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
À sua! (dimensão alternativa)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Os meus colegas são uns queridos
De resto são também muitos educados. Ainda agora, por exemplo, estamos em teleconferência, e entretanto o leader falou em tomates, não sei o quê, não temos tomates não temos nada se não formos lá, depois pediu-me desculpa. Desculpa, Maya, mas tu também já estás habituada não é? e riu-se um bocadinho. Eu fiquei calada e os outros também, porque sabem que sim, que já estou habituada. Não sei o que lhe terá acontecido, e com quem terá estado este fim-de semana - talvez com pessoas que não gostem de tomates, não sei, talvez. Como se vê, um rescaldo de fim-de-semana. Às vezes, os fins-de-semana têm esta espécie de efeito nas pessoas. Mudam-nas um bocadinho. Mas o que vale é que esta mudança só se prolonga pela segunda-feira. Na terça e dias restantes voltam à habitual normalidade, como quem diz, foda-se!, caralho! foda-se para esta merda! puta que pariu! grande cabrão! (esta última normalmente associada a outros ...)
Quando insistem nesta coisa do politicamente correcto (filha-da-puta de sexismo paternalista) de pedir desculpa porque falam em tomates e o caralho-mais-velho, mando-os à merda, ou então, aproveito um silêncio qualquer na reunião ou na teleconferência para dizer foda-se!, depois peço desculpa, claro.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Suculento
Suculento remete-me imediatamente para bifes, e se a vocês também, descansem porque então somos todos normais. Caso contrário, sou original. Vá lá, então suculento não vos faz vizualizar um daqueles bifes altos, com muito suco e um pouquinho de sangue vermelhinho? Nham, Nham. São 17.05 e ia um agora. Isto de pensar em coisas suculentas, bifes, broches e minetes, e desejá-las instantaneamente ali à nossa frente, não tem dia e muito menos hora marcada. E não tem mal nenhum. É normal. São 17.08 e ia um bife. Ou um broche. Ah, estão a pensar que um bife suculento a esta hora não é assim tão fácil de arranjar, do pé para a mão, ou com a mão que estiver mais ao pé ... Têm razão. Sigamos, então, para o Plano B, ou M. Como vos aprouver. Ai e não sei quê também não é assim tão fácil. Pois, se calhar .... Isto de telefonar ao Manel ou à Maria e ordenar-lhes "anda cá! que me apetece hum algo suculento", também não me parece que resulte, ainda que a vontade de comer ou a fome seja muita - os patrão são uns malvado e não deixa ir comer os bife. Modos que vai se deixando cozer em lume brando, até que se possa saborear em condições, não é, meus queridos?
Se não se aguenta, há que fazer a refeição sozinho. Comer sozinho é chato (nem sempre, pronto), mas às vezes tem de ser.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Desejos
E agora apetece-me tirar todas as vírgulas do texto acima.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Bag of words
(e os portistas, pá, onde entram os portistas nessa história?)
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Tolan
Na imagem ao alto é a Filipa Martins, uma escritora nascida em 1983 e que um dia será minha esposa, só que ainda não sabe.
[ri-me, há que tempos não via uma piada naïf adolescente]
Um transístor
(gostei de um comentário dele num blogue da praça, naquela praça que existe sempre numa vila e onde estão as lojas mais conhecidas; por exemplo, a minha loja fica numa das vielas da vila, um bocado afastado do centro da vila, só se descobre quando nos afastamos um bocado do centro da vila, quando nos perdemos ou quando nos aventuramos e então lá está ela escondidinha; às vezes as pessoas entram e demoram-se a apreciar os artigos porque gostam da montra montada no momento em que descobrem a loja, outras vezes não porque a montra não está lá grande coisa; se encostarem o nariz no vidro da montra não vêem nada lá dentro porque o ambiente é assim um bocadinho para o escuro, um bocadinho noir, isto, resumidamente: eu não estou na Rambla de Barcelona; estou na Carrer de la Cera, e gosto caramba!, de ser descoberta por acaso!).
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Percebe-se
Que é que isto quer dizer?
Isso mesmo. Que estou a armar-me e tal e eu escrevo um post em 2 minutos.
Isto é bom ou mau?
Isso mesmo. Treta.
Treta da boa ou da má?
Isso mesmo. Treta parva.
Parva real ou aparente?
Isso mesmo. As aparências iludem.
Estás iludido ou desiludido.
Isso mesmo. Igual ao litro.
Litro de vinho ou de cerveja?
Isso mesmo. De barril, sff.
Noc noc.
Quem é?
É o preto que quer café.
Para quê?
Para moer.
Moer o quê?
A paciência!
Oh, não sabia
Hoje, dei por mim, a consciencializar para onde olho primeiro e ... é capaz de ser verdade. Será que é por ser mais baixa que a maioria (todos :) dos homens com quem me cruzo? Vejamos: os meus olhos dão pela altura do peito deles, logo é-me mais difícil olhar para cima do que para baixo, sendo-me mais fácil olhar para baixo. Acho que é isto.
Ou ...
... será porque inconscientemente tendemos todas a avaliar a virilidade deles antes da beleza?
Sim, serás bonito, mas primeiro deixa-me certificar-me que tens bom material para gerar eventual prole entre nós os dois. Ah ...
Será que isto aconteceria se me deparasse com este espécimen?
(mesmo todo fodido como está aqui acho que não conseguiria desviar o olhar da cara dele)
Entretanto, descobri
[para que servem? Não sei ..., ah, já sei! Servem para não nos esquecermos uns dos outros, tipo, um dia sou capaz de precisar de ti]
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ómeudeus, e se o senhor tinha morrido, hein? A descrição suculenta que não seria ...
Como ficou, todo estampado de costas, o atrelado tombado de lado na encosta, carga espalhada e os 12 rodados indignamente virados ao ar, o grande Scania R440, um muito possante semi-reboque, vermelho vivo, novo, parecia um Transformer que correu horrivelmente mal. Bastava ver-lhe a cara que é a sua cabina - pareceu ter levado um soco do céu: testa de vidro partida, grelha metida pelas fuças adentro, todo amarrotado como papel, um sem-número de fios e mecânicas vísceras, a escorrer, à mostra de todos. Metia dó, como um escaravelho que capota e não se pode levantar. Mas, mais do que isso, metia medo.
Lá dentro estava Manuel Eirado Azevedo, condutor profissional, 50 anos, natural de Fão, Esposende, vítima e vilão e único acidentado do sinistro. O seu sanguíneo R440, ao serviço da Transfradelos, operadora de carga da Póvoa, arcado com 30 toneladas de estilha (aparas de madeira para celulose), saíra do Porto de Leixões quando se despistou no alto do nó de Sendim (acesso à A4 na ligação para a A28, direcção Porto), caindo encosta abaixo.
Espero ansiosamente por mais notícias pela pena do José Miguel Gaspar. Vocês nem sabem. Este homem ainda me há-de dar muitas alegrias. Ainda me hei-de rir muito com? ele.
Via as moscas do costume, via jugular (ou ao contrário, não sei).
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Descobrimentos
Via Pólo.
E ainda o Pedro (nome de que gosto muito). Barbacã. No seu The Charged Void. Também na lista.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
The Laver's Law
Como dizia, discordo da Laver's Law - segundo a wiki, uma tentativa em catalogar a roupa e as pessoas que a usam de acordo com os trapos com que tapam o corpo. Portanto, ei-la!, a tabelinha (e lei) do Sr. Laver.
Será a roupa que usas que te define, ou és tu quem define a roupa que usas? Acho que a questão é esta.Eu cá acho que és tu quem define a roupa que usas. Podes usar roupa que só venha a ser 'normal' daqui a 10 anos e, no entanto, seres e pareceres tudo menos indecente.
PS: normal é aquilo que a maior parte das pessoas pensa, usa e faz, certo?
Exemplo: eu, com um simples vestido preto sou o quê? Não sabem? Ah, querem pormenores ... quais? O tamanho do decote? Não tem decote. Se é um vestido preto tubo? A fazer S, visto de lado? Sim. Se tem folhinhos?
PS: alguém pensa em folhinhos quando se fala em vestido preto?
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Eu sei que ainda falta muito
Estou ansiosa.
Constatação pela manhã (soalheira, por acaso)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Podia repetir, sff
Mais um
Pois então
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Sra. D. Laurinda & Fas.
Ora, perguntem-me lá, se faz favor!
Maya, como é que se consegue gastar 115 euros em 60 minutos?
Arranjando uma Amigdalite, essa putain ...
(querem o contacto?)
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Tão fofinho*
"na verdade, não tens nada de especial, só uns olhos bonitos"
Não, nunca disse
"na verdade, não tens nada de especial, só uma pila grande"
*expressão roubada à Mulher Certa
domingo, 29 de agosto de 2010
Inception = Deception
Vale pelos efeitos especiais. Os meus preferidos - os que acontecem nos corredores do hotel.
Mr Nolan já não é o que foi. Insiste em re-matrixing.
sábado, 28 de agosto de 2010
Yeah
Serei a morena (cof cof) de olhos azuis. Algumas sarditas, imperceptíveis. Cabelo castanho claro com alguns reflexos de sol.
Encantadores
É que nem só do riso vive uma mulher. Mas sem o riso é impossível viver.
Sim, sim, já sei: em que é que ficamos? Que tal se bebessem menos cerveja?
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O que tu queres sei eu: guerra!
Eu cá acho que que os blogues são todos válidos, sejam eles feios, bonitos, arrogantes, snobs (como é que se escreve snob agora com o acordo ortográfico? esnobe?), cor-de-rosa, azuis, às riscas, às bolinhas, cor-de-burro quando foge, cor-de-cebola etc. Pronto, identifico-me mais com uns do que com outros. Como de resto acontece no mundo das pessoas de carne e osso. Mas isso é normal.
Ora, se eu não gosto de um blogue, não volto lá. Agora, desatar a bater numa pessoa, só porque não se gosta dela? Pá, não se faz ts ts.
Tá-se!
Harry & Sally & Sally & Harry
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Vou só ali descansar um bocadinho
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Estranhamente calma
Não façamos já, pois, a tempestade num copo de água. Aguardemo-la tranquilamente. Entretanto, procurarei algo a que me agarrar.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Confissões, diz ele!
[entretanto, sobre aquilo, nos comentários, de estar apaixonada ... ts ts ts ts]
sábado, 31 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Coisas irritantes
-Gôdo!
-Gôdo não, fóte.
-Fóte tu! Gôdo da méda!
Caro Desconhecido,
Há gente que se demora 1 segundo
Qu'é que isto quer dizer? Visto, toca a andar? Não gosto. Eu cá acho que escrevo coisas profundas. Que demoram a analisar.
Trivia
Entretanto, vou pedir aos meus dois colegas, que regressaram ontem de Angola sem terem sofrido quaisquer assaltos ou tentativas de homicídio, para me orientarem com uns números para jogar no euromilhões.
I do really hate
terça-feira, 27 de julho de 2010
Quero viver um amor perfeito
Estigmas
Estou farta de ouvir que as mulheres amam mais que os homens.
Estou farta de ouvir que os homens amam mais que as mulheres.
Estou farta de ouvir que as mulheres são mais complicadas que os homens.
Estou farta de ouvir que os homens são mais complicados que as mulheres.
Estou farta de ouvir que as mulheres são mais sensíveis que os homens.
Estou farta de ouvir que os homens são mais racionais que as mulheres.
Estou farta de ouvir que as mulheres sofrem mais que os homens.
Estou farta de ouvir que os homens sofrem mais que as mulheres.
Estou farta de ouvir que as mulheres são todas umas cabras.
Estou farta de ouvir que os homens são todos uns cabrões.
Estou farta de ouvir que as mulheres amam.
Estou farta de ouvir que os homens fodem.
Estou farta de ouvir que uns são mais inteligentes do que os outros.
Estou farta!
Quais
Que inveja, pá, que inveja!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Your city is Istanbul
You are hip and modern. Já sabia. Já sabíamos.
You are an expert on what's hot, and you are always up for trying the newest things. Ó ó.
You play so much that people may ask if you ever work at all. Ei?!
You're the type to party until dawn, even on a work night. Bem ...
You are liberal and progressive. Gosto de pensar que sim.
You may have grown up around conservative elements, but you reject them completely. Completamente.
People can't help but notice your style and flair. Atitude, man, atitude.
You are getting more popular every day. Já desconfiava disso ...
Vejam lá qual é a vossa cidade. Digam qualquer coisinha. Se o destino for o mesmo, dividimos o aluguer do carro a meio, boa? :)
Via Maria
[eu ainda não sei como fui parar a Istambul, tendo escolhido Modern Architecture numa das opções]
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
No dia
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Desconcentrada?
Macarronicamente
"I will be out of the office from ... to ... . I'm available at my Blackberry ... [fulano x] will be covering for me."
Tive
Fui dar a sítios estranhíssimos. Portas vermelhas, aldrabas de ferro. Entrei. Não digo que não, quando me convidam a entrar, ainda para mais se me sussuram ao ouvido E e e n t r a a a a a a ... Entrei, mirei e não fiquei. Não gostei. Aliás, tive de vir cá fora vomitar. Muita confusão e gente muito espaçosa. Gente a ocupar muito espaço. Pronto, gente gorda.
Foda-se
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Vim aqui, de relance,
Mas agora vou tomar café. Volto já, e já falaremos.
[entretanto, o raio do trabalho que eu tive a fazer aquele outdoor para blogues ali em baixo a rosa, e ninguém diz nada?]
[humpf, o café vai ser longo]
Informações Pertinentes
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Vou fazer umas madeixas loiras.
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Estou a ficar muito boa!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
O Verão está aí à porta! (a porta é que está longe)
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Só recebo o salário para a semana!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Tenho de marcar consulta no dentista!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Tenho de comprar lingerie!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Tenho de comprar biquinis!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
Não posso beber sangria em almoços de trabalho!
[qu'é que se infere daqui, hein?]
[hum, acho que devia ter parado nas madeixas loiras, ou antes até]
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Acabo de ler
estericamente
Estou mal disposta.
[e não, não tinha nada a ver com química]
[devia dar direito a multa]
Este fim-de-semana descubro
Quando me vierem com essa treta do 'ah, tu não sabes o que é o amor, e nunca amaste e blá blá blá', atiro-lhes com esta, filosoficamente - eu ainda não reagi à preguiça do amor.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Língua bífida
Está bem, Joel, que às vezes escreves assim um bocadinho a eito, para provocar, bem sei, mas não percebo as dores da Marta Rebelo em relação a esta tua crónica.
[isso de escrever a quente quando se está quente, Sra. D. Marta, não é bom, nada bom]
[para que conste, eu não tenho nada contra costelas feministas]
sexta-feira, 16 de julho de 2010
'Rio para não chorar'
Bom, a verdade é que me dá para rir. E muito. É uma borga.
Rio-me porquê? ...
É que estou farta de ver fatos, atos, ações, objetivos ... Mas isto, pronto! O que me faz rir, a bom rir, são os muitos contractos que também tenho visto. É de ir às lágrimas.
O arraial que vai nas redacções dos matutinos, dos vespertinos, dos diários, dos semanários e dos hum assim-assim ...
[e isto é apenas um exemplo ...]
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Estou aqui,
"- que queres que faça, Rita?
- a ratinha, lambe-a, lambe, contorce-se ela.
- queres que ponha a minha boca na tua cona, Rita, pergunto, impávido e sereno, treinei imenso ao espelho.
Silêncio. Gemidos, mais roçar de ancas. Afasto os dedos, fico só à esculca, a respirar-lhe para cima da vulva, é uma cena básica de demarcação de território, estou lá, mas não estou, aprendi naqueles programas da natureza, da BBC, com leões e assim. Deixo o tempo escorrer um pouco mais, deixo que ela fique aflita, a pensar que vai ficar pendurada. Subo-lhe até ao ouvido e sussuro-lhe, enquanto a minha mão volta a fazer contacto com ela:
- diz-me onde queres a minha boca, Rita.
Silêncio. Respiração pesada.
- diz-me que queres a minha boca na tua cona, Rita.
Silêncio. Os meus dedos devassam-na e difluem, agora. Muito.
- diz-me, diz-me que queres. E ela diz, de olhos fechados, a cintura esgarabulha:
- quero a tua boca na minha cona.
Bem vinda ao mundo dos adultos, Rita."
Vá! Posso continuar?
Aqui o Diabo gosta de chamar os bois pelos nomes. Há outros diabos que não gostam. Portanto, há diabos para todos os gostos. Há uns diabos aparentemente mais para o rosado, que não se importam e que até gostam que a Rita clame atenção para a 'sua ratinha', e há outros mais vermelhos assim como este que gostam que a Rita diga o que quer de forma adulta. Isto, de linguagem de cama, tem que se lhe diga. Pode tirar ou pôr. Tesão. Por exemplo, se a Rita tivesse exigido aqui ao Diabo, algo como: lambe-me a cona! .. ? Como teria reagido ele? Não, não é a mesma coisa ... e, no entanto, parece.
.
Sério, mesmo que eu quisesse muito, não conseguiria descrever as minhas fodas. Não me lembro. É uma processo semelhante aos dos sonhos. Quando acordas, ainda consegues lembrar-te e sentires algo, vagamente ... Com as fodas, é a mesma coisa. Quando sais do transe, ainda consegues saber mais ou menos o que se passou e que foi muito bom. Depois, só ficas com aquela sensação de que foi muito bom, mas já não sabes o que fizeste ou deixaste de fazer, concretamente. Se foste tu quem lhe abriu a braguilha primeiro, se foi ele quem te desapertou o soutien. Eu lembro-me apenas de fragmentos. Olhos nos olhos. Mãos apertadas. Uivos. Fragmentos.





















