segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os meus colegas são uns queridos

Assim, mais próximos próximos, da casa, como quem diz da equipa, são 9. Nove gajos. Que sortuda. Jeitosos. Alguns mais jovens, outros menos jovens, mas jovens de espírito, como se costuma dizer, seja lá o que isto quer dizer. A média dos tamanhos deve rondar o 1.80, pelo que me sinto qual princesa enclausurada quando os gajos se lembram de construir uma muralha à minha volta.

De resto são também muitos educados. Ainda agora, por exemplo, estamos em teleconferência, e entretanto o leader falou em tomates, não sei o quê, não temos tomates não temos nada se não formos lá, depois pediu-me desculpa. Desculpa, Maya, mas tu também já estás habituada não é? e riu-se um bocadinho. Eu fiquei calada e os outros também, porque sabem que sim, que já estou habituada. Não sei o que lhe terá acontecido, e com quem terá estado este fim-de semana - talvez com pessoas que não gostem de tomates, não sei, talvez. Como se vê, um rescaldo de fim-de-semana. Às vezes, os fins-de-semana têm esta espécie de efeito nas pessoas. Mudam-nas um bocadinho. Mas o que vale é que esta mudança só se prolonga pela segunda-feira. Na terça e dias restantes voltam à habitual normalidade, como quem diz, foda-se!, caralho! foda-se para esta merda! puta que pariu! grande cabrão! (esta última normalmente associada a outros ...)

Quando insistem nesta coisa do politicamente correcto (filha-da-puta de sexismo paternalista) de pedir desculpa porque falam em tomates e o caralho-mais-velho, mando-os à merda, ou então, aproveito um silêncio qualquer na reunião ou na teleconferência para dizer foda-se!, depois peço desculpa, claro.

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