segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Balanço

- Listen very carefully. I shall say this only once.

E digo-o a vermelho. Para ficar na retina. Caso use óculos, remova-os para as palavras que aqui ler não esbarrarem nas lentes e daí não passarem. Não consegue ler sem óculos? Faça um esforço, poramordasanta. Só desta vez. [Há gente ...!].

Eu sei, eu sei. Quer impressionar o seu parceiro na passagem de ano. Levá-lo/a a um sítio inesquecível. Sei. Esqueça Paris. Nova Iorque. Tóquio. Bem, Tóquio ..., não, esqueça Tóquio até.

Sabe porquê? Porque vai chegar lá, o seu par e você, cheios de tesão para a diversão de rua e de cama, e sabe o que vai acontecer? Nada. Pior que nada. Vai acontecer que vão querer a toda a força divertir-se na rua e na cama e ... nada! Nada! Nada! Nada! É assim mesmo como lhe digo. Ai que vai ser tão bom e vamos divertir-nos tanto e ... pois!

Pois, caro leitor. Tanto dinheiro e vontade empenhados naquela viagem de sonho de fim-de-ano e vai tudo para as urtigas. É a vida.

Já lhe aconteceu? Já? Então porque insiste? Desista. Deixe-se ficar quietinho. Ou esboce, ligeiramente apenas, muito ligeiramente, um programa alternativo. Para o caso de apetecer. De resto, não se esforce muito. Como em tudo na vida, às vezes, quanto mais nos esforçamos, mais nos fo lixamos.

O meu conselho, fique aí em frente à lareira, no chão, no sofá, onde calhar, rodeado de dois braços apenas ou então por muita gente, mas da boa. Nada de más ondas. Nada de gente 'ai coitadinha de mim'. Não há badaladas que aguentem pessoas baixo astral. Temos pena, mas pessoas deprimentes é que não. Já agora, faça o mesmo para o resto dos dias do ano que aí vem. Afaste-se desse pessoal, que a coisa pega.

Hey! Hey! Be careful out there! :)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Era um bilhete para o Brasil, sff.

... pronta para o Verão, she wrote.

Da queda dos mitos

Prima oferece a primo O Anjo Branco (ou lá o que raio) do José Rodrigues dos Santos.

Das duas, uma: ou prima não conhece bem o irmão. Ou primo gosta de José Rodrigues dos Santos.

[não, não e não. não é admissível a um gajo que já integrou expedições ao Kilimanjaro e que está de olho no K2, gostar de José Rodrigues dos Santos ... nãããããããooooo.]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Confirma-se

Confirma-se. O Puttanesca é um bom restaurante em Leiria. De qualquer forma, gosto mais das entradas internacionais do Casinha Velha.

[mas quem é que te disse Edu que o Puttanesca ficava na Rua das Escolas, quem? Eu? Não ... Agora sou eu a culpada de termos ido parar a Marrazes, queres ver? Porque é que te acreditas em mim, hein? Julgas que não tenho mais nada que fazer do que saber onde fica o Puttanesca? Nem tinha ido lá até àquele dia ... Eu sei que estavas quase a desmaiar de fome, mas custava-te muito ter introduzido logo o raio do nome do restaurante no GPS, custava-te? Isto de andar a fazer rally às 9 da noite no Bairro dos Combatentes do Ultramar ou lá o que raio, não tem muita piada. Vê lá se aprendes. Obrigares 3 carros a andar à deriva, não se faz. É muito feio, digo-te desde já. Ainda bem que gostaste do bistro. Mas isso de tomar conta de uma só travessa, e que travessa, não está com nada, Edu. Com nada. Ah, e também obrigares-me a apanhar chuva só porque tens de abrir a janela para apanhar o sinal do GPS, Edu, caramba ...! Muda de GPS, por favor.]

O problema dos homens

Todos os homens gostarem de mulheres bonitas e interessantes. Da sua, inclusivé.

Foi num vidro orvalhado

de um carro, por acaso o meu, que encontrei às 2 da manhã, escrita a dedo, a mensagem de Natal que mais me enterneceu. Porque inesperada, lá está! Obrigada, J., gostei. Muito.

[sei que nem sempre estamos em sintonia ou de acordo, mas sei que estás sempre que precisar de ti]

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal, riqueza e pobreza

"Era um homem tão pobre, tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro".

Ouvido há 10' "no Alvim". Tem lá hoje o Pe. José Luís Borga (juro que tive de ir confirmar o nome, pensava que era Borges). O homem é um bacano. Fez-me rir (por isso é que tive de ir confirmar o nome; qual é a probabilidade de se chamar Borga e ser um gajo de borga, hein?)

Era só isto. Agora tenho de ir. É o aniversário da minha maninha e já devia estar no restaurante. Se quiserem, apareçam! É ela que paga.

Ah, e reflictam lá na frase lá de cima. Afinal, é Natal, tempo de reflexão e comunhão. Comunhão de pensamentos! Nada de ir de ir (re)flectir e comungar na cama ...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Reflexão juliana

Repara, estava ali a fazer sopa (batata, cenoura, alho francês, bróculos, repolho, a couve-flor já não coube, sério) e aconteceu reflectir sobre as palavras nunca e sempre. Acontece-me reflectir quando faço sopa. Se serão os legumes que me inspiram? não me parece. Na verdade, é a mecanicidade do corte, da pouca atenção que a feitura da sopa exige que me permite abstrair-me para outros sítios, fora da minha cozinha. Isto não quer dizer que faça sopa sem amor à sopa, ao alimento, mas a verdade é que fazer sopa é fazer sopa! não tem nada que saber. Já vou numas centenas de sopas feitas, pelo que, a coisa torna-se realmente mecânica. Ainda não tive tempo de fazer sopas haute cuisine, daquelas que servem agora nuns copos giros, e talvez nunca chegue às sopas haute cuisine, mas pronto, quem faz o que sabe, a mais não é obrigado. Pelo menos, nisto das sopas. Se bem que eu aprendo depressa. Se me arranjarem um chef que me ensine, suplanto-o num ápice. Para inventar na cozinha é comigo. Perdi-me neste texto juliano, entretanto. Como sempre. Ah, sim, reflectia sobre as palavras nunca e sempre. Cheguei apenas agora à conclusão - outros houve que chegaram antes de mim, suponho que devem fazer ainda mais sopa - de que são estúpidas. E mentirosas.

[momento. vou ver se a água da sopa está a deitar por fora]
[não. tudo em ordem]

Não deveriam existir sequer. Se há palavras que nun, digo, que não deveriam existir, são estas. De seguida, listo algumas frases exemplificativas da imposturice destas palavras.

- Nunca te amarei (sim, a mulher de que falava nuns posts abaixo e que diz que nunca te amará está a mentir um bocadinho, mas não o sabe. está a mentir porque há-de amar-te, graças à tua masculina persistência, mas não da forma que gostarias que ela te amasse);
- Nunca te odiarei (pois. pois. talvez venha a existir um tempo em que talvez isso aconteça por algum tempo. mas passa);
- Odiar-te-ei sempre (mentira. ninguém consegue odiar para sempre. o tempo encarrega-se da memória);
- Amar-te-ei sempre (a excepção está aqui. é sabido que os pais amam para sempre os seus filhos).

Tenho ou não tenho razão?
Tenho sempre razão.

Agora vou comer a sopa.
Gostarei sempre de sopa.

Natalícia rima com delícia

Não, não vou falar de doces natalícios. Isso dos doces natalícios é quando uma mulher quiser.

Bom, prendas compradas em 2 horas. Morangos, limão, mocca, mar, amoras, romãs - em forma de sabonetes, géis e body lotions. Sim, fui por aqui. Não, não foi a via mais fácil. Apeteceu-me este ano. Isto, ou então corria toda a gente a livros. Já os tinha pensados. Calhou entrar na perfumaria primeiro.

Agora é tirá-los dos embrulhos da loja e reembrulhá-los. É muito importante que o embrulho extasie, deslumbre, e, esperemos com a graça do bacalhau, desarme por fim. A batalha ganha-se aqui. No embrulho.

:confidencio que gostava de receber o que vou oferecer, pelo que estou a agir bem. acho:

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Ho Hooooooooooooooooooooooo

Repararam ali nos 4 HOs por baixo do postal de boas-festas aqui do burgo? Repararam mesmo que são 4 em em vez dos tradicionais 3? Pois. É que eu nunca imagino o Pai Natal a descer a chaminé. Imagino-o sempre com a Mãe Natal. Daí que.

[Perversa.]
[:)]

Pequenas viagens e educação irracional

Caramba, não me acredito que descobri apenas agora a Pilar. E eu que adoro o nome Pilar. Desde o Verão Azul*.

E M. ême. Diz-se educadora irracional. Isto faz lembrar-me que sempre simpatizei com o meu lado irracional. O selvagem. Pronto, o animal, mesmo.

via Zhu Di

[*eu explico: é o nome da actriz que fazia de Bea. enfim.]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quero saber ...

... quem foi o fdp que inventou as prendas de Natal?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lovespotters

Não compreendo o gozo que dá ver aviões a descolar e a aterrar. Ainda se chocassem uns contra os outros, tipo bolas de bilhar. Mas não. Monstros carneiros. Põem-se na fila à espera da sua vez para descolar. Ordeiramente. Nem sequer dão um bocadinho de gás, tipo os motards. Põem-se na fila para estacionar. Ordeiramente. Nem buzinam nem nada, tipo os condutores impacientes, tipo eu. Toneladas de chapa reluzente bem-comportadinhas. Pasmaceira. Não compreendo os planespotters. Qual o gozo? Os lovespotters são um bocadinho assim. De binóculos, a espiar a paixão alheia. Nunca se atrevem a embarcar. Limitam-se a ver os outros a apaixonarem-se, a amarem, a desiludirem-se, a degladiarem-se, a apaixonarem-se outra vez, a desiludirem-se outra vez, a degladiarem-se outra vez, a apaixonarem-se outra vez ... Os lovespotters limitam-se a invejar o amor de dois apaixonados, sem nunca se atreverem a embarcar numa viagem semelhante, com receio de apanharem uns poços de ar durante a viagem, enquanto estão lá em cima, no ar, sem rede. Ou então, se calhar, têm receio de aterrar. Voltar à terra. Cair na real. Sim, ir às nuvens é muito bom. Mas aterrar de vez em quando também é preciso, quando muito é prenúncio de nova viagem. Com a mesma companhia, ou então com outra. O que interessa é não ter medo de voar.

Leaks

Já começava a sentir-me um bocadinho anormal, mas, pelos vistos, há já alguém a pensar da mesma forma. Uff.

E mais alguém. Uff, again.

E já são três.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Wish List (claro!)

- 1 Pai Natal!
(sem barbas branquinhas)


Alma-gémea?! Pffff ...

Não sei quem foi o iluminado que se lembrou de dizer que éramos todos metades de laranja, que andamos todos neste mundo à procura da alma-gémea de quem fomos separados à nascença e péu péu pardais ao ninho e não sei que mais. Grande, grande patacoada!

Eu sou inteira! Eu não quero ser 1/2 de 1. Eu sou 1.

Basto-me!

(mas vamos ao que realmente esta cena da alma-gémea mascara: eu, 1, estou, aliás, todos nós, 6,8 mil milhões, estamos, disponíveis para dar e receber afectos, dar e receber prazer e também porque fazer as cenas sozinhos é assim um bocado para o chato, e é por isso que nos juntamos, aos pares, em trios, grupos etc. Agora alguém se lembrar de dizer que nos juntamos a alguém porque encontramos a nossa alma-gémea! Pfffff! ...)

Lá está!

"As pessoas apaixonadas ... perdem o sentido de humor ... tornam-se chatas".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Palavras às quais eu dava um significado completamente diferente, tipo

tanatório.

- Oh, pá, sabes o que és, sabes? Tanatório, pá, é o que és!

Inesperadamente

Descobri Adele Schulze.
(da concorrência, shiuuu :)

Alentou-me para o resto do dia.

Do "Amo-te"

Há pessoas que só sabem dizer "amo-te" com a ponta dos dedos ou com a língua entre bocas.
Se isto é um problema?
É.
Para pessoas que só se interessam por palavras.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A gata das botas

Shit.
(este shit - dirão - mereceria um ponto de exclamação - qualquer shit - de resto - merece um ponto de exclamação - mas - notem por favor - este shit é mais uma constatação - do que uma admiração - pelo que vai de ponto final - experimentem lá dizer shit ou merda - amorficamente - olá Dina! - sem qualquer entoação - é giro, não é? eu acho - adiante)

Então temos que -

Qualquer gata hoje em dia que sabe mesmo que é gata*, sabe que nunca precisará de umas botas a passar do joelho para chamar a si a atenção masculina. Basta-lhe ser *discreta, *simpática e *misteriosa q.b.. Qual é o mistério de uma mulher que usa botas a passar o joelho? Nenhum. As botas mostram tudo. Mais que um decote. Ora, sobre isto dos decotes ... deixa-me dizer-te, sim, a ti, mulher-camarada de luta por um mundo melhor, nota que tens que ser tu a usar o decote e não o decote a usar-te. Estamos entendidas? Vá, vai lá, que ainda vais a tempo da sessão das 5. Não compres pipocas, que, ainda que sejam milho e tenham bons carbs e o caraças mais velho, fazem muito mal aos dentes. Por causa do açúcar. E uma gata com maus dentes não vale nada, já sabes.

Chávena de cacau

Ontem, a noite, de repente, ficou mais quente.

Dizem que se chama Tony

Joel, vê lá, hoje pude ler a tua crónica sem quaisquer interrupções no Café, enquanto sorvia a meia-de-leite e trincava o pão com manteiga. Não apareceu ninguém para me dizer que eu "tinha olhos de nossa senhora", ou coisas do género. Uff. Sozinha, sozinha, durante uma horinha a ler "imprensa escrita". Evoco-te só para dizer que concordo plenamente contigo, aqui, nisto do Tony Carreira. Gostos discutem-se, sim senhor. E quem gosta de Tony Carreira, não cresceu. O Tony promete amor a todas as mulheres. Às vezes, as umas dez mil só de uma vez. E elas acreditam-se nele, vê lá, como se fosse possível amar 10 mil mulheres de uma só vez e ao mesmo tempo. São um bocadinho burras, não achas? Grandes e tão iludidas. Lá está! não cresceram. Menininhas eternamente. E ele aproveita-se, o grandessíssimo f... malabarista. Ilusionista. Sabes que mais? Comerciante, é o que ele é. O Julio Iglesias também. E o filho dele, o tal do Enrique. E o Mickael, ou lá como se chama. E isto, meu amigo, é o que se chama de "preservar a fortuna de família", é o que te digo.


Ah, e o Bubbles, quase me esquecia do Bubbles.

Oh, e os Anjos. Meudeus, os Anjos.

E as apresentadoras de televisão sub30, oh, as apresentadoras de televisão sub30, sempre tão simpáticas. Mas tão sem sumo. Só mamas.

[tenho esta mania de desconfiar de pessoas sempre simpáticas, sempre simpáticas, sempre simpáticas, a toda a hora, sempre muito politicamente correctas; excelentes actores, julgam a vida uma novela]

[A crónica do Sérgio .... (desculpa, não me lembro do teu apelido) - Mau feito - também está muito, muito boa. E não é que esteja boa por falar da Rita Pereira]

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Também. Também.

As pessoas más também conseguem ser boas. As pessoas boas também conseguem ser más.

Pessoas.

Doucement

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

FIFinhA

Eu aposto na Rússia.

(não sei se a aposta já vai fora de tempo; juro que não fui ver se a decisão já foi comunicada ou não)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1 de Dezembro

Maya acordou feliz e bem-disposta. Não sabe porquê.
A Maya, dia 1 de Dezembro, parece-lhe ser um bom dia para dar uma volta. De 180º.