sábado, 27 de novembro de 2010

Só a mim!

Amiga da mãe para mãe, falando de mim:

- Que bonita, tem uns olhos tão bonitos, parecidos com os da Nossa Senhora!

[engasguei-me com a meia-de-leite e quase que me via a desmaiar pela primeira vez, ali, no Café, à vista de todos]

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mas afinal, quem foi Jesus?

[só para dizer que acho mal, acho mal dispensar-se um treinador só porque deixou de haver química e tal entre ele e os jogadores, acho mal, toda a gente me diz que a química entre pessoas - seja lá o que isso fôr, isso da química - umas vezes está em alta outras em baixo, logo o melhor é deixar as coisas acalmarem ou então consultar um desses terapeutas de casais, penso que eles em falando e comunicando e expressando os seus sentimentos com a tal ajuda de um terapeuta, a coisa era capaz de se compor e entretanto redescobrir e fazer renascer aquilo, seja lá o que for, que atrai as pessoas umas contra as outras, encontrões que, lá está, dão em quimíca, gases que se libertam, muito provavelmente, digo eu, e que se misturam no ar, originando a tal da química, entretanto, acho que me perdi algures, porque já não sei do que estava a falar, ah, sim, a química, já agora qu'é que isso, da química, hã, hã? é assim coisa para o instântaneo ou demora a fazer efeito?, nunca sei, sei que às vezes sinto ímpetos para ir de encontro a certas pessoas, esbarrar-me mesmo contra elas, às vezes esbarro-me mesmo, acidentalmente, e ficamos a olhar um para o outro, depois de termos pedido mil desculpas e às vezes apetece pedir duas mil desculpas só para ficar ali mais um bocadinho, porque realmente o encontrão é mesmo bom, já me aconteceu também bater só com os olhos e infelizmente aí não é preciso pedir desculpas, mil ou duas mil, é só preciso sustentar o olhar para ver quem é que perde primeiro, sou sempre eu, digo-vos desde já, porque eu, em não parecendo, sou muito tímida]

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Três bagaços parece ser a conta certa, para o bom e para o mau

"A família de Berta Quintana era uma das mais antigas de Navidad, onde viviam há mais de dez gerações. Os seus antepassados desde sempre se tinham dedicado à agricultura, e teriam continuado se não tivesse acontecido o acidente do bisavô de Berta, um homem com muita coragem que sempre que se zangava dava pontapés na porta do quarto com tanta raiva que muitas vezes partia-a e a casa tremia toda. Foi precisamente isto o que aconteceu no ano em que o bisavô perdeu toda a sua colheita por causa duma praga de insectos, justamente no dia antes da colheita, com tão pouca sorte que, ao partir-se a porta, uma lasca foi espetar-se-lhe no pé, e o pé infectou, e para lhe salvarem o pé foi preciso cortar-lhe a perna, que gangrenou tão depressa que a bisavó nem tempo teve para rezar um terço.
E a perna, ou melhor dizendo, a falta da perna do bisavô mudou o destino da família Quintana. Mas como, apesar de ter perdido a perna, não tinha perdido a responsabilidade de alimentar toda a família - três filhos e outro a caminho -, teve a ideia de abrir uma taberna por tanto gostar de beber: lembrava-se sempre da taberna O Quixote, na capital, e sempre que ia vender a sua colheita, visitava-a depois. Se a venda tivesse sido muito boa, bebia três bagaços, coisa que só aconteceu uma vez, pois as colheitas quase nunca eram de grande qualidade, pelo que decidiu que beberia também três bagaços quando a venda fosse muito má, tristezas não pagam dívidas.
Por isso o bisavô Quintana, depois do seu infeliz acidente, investiu o pouco dinheiro que tinha na compra duma perna de pau e construção da primeira taberna de Navidad, e no andar de cima instalou a habitação familiar, pois para poder abrir a taberna e comprar a perna de pau teve de vender os seus dois hectares de terra e a quinta. E a partir de então deixou de dar pontapés quando se zangava, não fosse ficar sem a outra perna, e para acalmar bebia um bagaço e procurava outra vez uma desculpa para beber mais de um: se a zanga fosse muito grande bebia três bagaços, e se não, também, pois para alguma coisa haveria de servir ser o dono da taberna.
A taberna chamou-se O Pirata, nome que disse o bisavô quando se viu com a sua perna de pau, pois apesar de perder a perna nunca perdeu o bom humor, e pediu à mulher, a bisavó de Berta, que quando morresse não o enterrassem com a perna de pau, pusessem-na na taberna como reclamo ao pé da porta, onde havia um pequeno letreiro com o nome do sítio. E assim foi, quando o bisavô esticou a única perna que lhe restava, quando o seu coração, um bom dia, decidiu parar de palpitar. A notícia da sua morte produziu uma grande surpresa, pois ninguém conseguia acreditar que um homem com uma vida tão atarefada fosse morrer de uma forma tão agradável. E quem nesse dia bebeu três bagaços foi a bisavó Quintana, e a seguir rezou o terço pela alma do marido. Coitada, ficava viúva sendo ainda tão nova, e pôde voltar a casar, pois além disso era muito bonita, mas a ver a perna do bisavô a toda a hora, quem é que seria capaz de pensar noutro homem?"

[Navidad foi baseada muito certamente nalguma terrinha de uma península acima de Barcelona, onde existe muito vento; de acordo com o Joan - vocês não conhecem o meu Joan - as pessoas daquele sítio não regulam muito bem da pinha porque apanham com muito vento, vento mediterrânico, portanto; de resto, o meu Joan acha que tudo o que não é de Barcelona é mau]

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Repara, estava ali a lavar o fio dental que usei ontem e lembrei-me disto:

Eu não conheço o Eric Cantona de quando ele aplicava golpes de kung fu nos simpatizantes de futebol em geral.

Conheço-o apenas a partir do Elizabeth.

Agora diz-me porque é que eu gosto dele? Eu não sei. Se o souberes, diz-mo, diz-mo depressa, para que eu possa prosseguir sossegada com a minha vida.

Juliette, e já agora, Abbas, mas principalmente, Juliette

Na sua vida amorosa, é tão complicada como no filme?
Acho que sou muito complicada. Mas também posso ser simples. Quando se consegue descrever uma relação através das palavras, torna-se simples. Mas quando o outro nos compreende de uma forma diferente daquilo que somos pode tornar-se complicado. É muito complicado viver-se com alguém e ser-se compreendido.
Qual é, então, o segredo?
Quem não tem grandes expectativas geralmente não fica muito frustrado. Tudo o que se recebe é como uma dádiva. O melhor é não estar à espera de nada. É uma ideia muito taoísta. Mas também é perigoso. Nós devemos expressar quem somos. Se não o fizermos, não vivemos as nossas vidas por completo. Temos de encontrar um equilíbrio.

[excerto de entrevista de João Antunes, JN, hard copy de 22-10-2010]

domingo, 21 de novembro de 2010

Da vida

É tão curta. E finita. Isto, às vezes, assusta-me.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Daquilo a que chamamos being cool ou coolness, whatfuckingever

É só disso que precisas. De uma atitude cool. Se estás de calças às riscas amarelas ou de camisa verde alface, ou até de pólo púrpura, de avental de padeiro, de farda de lixeiro, de avental plástico de peixeira, de camisa aos quadrados de pescador, de calças pelo joelho a que chamam de corsários ou de botas de mosqueteiro em pele de avestruz, isso não interessa para nada. Se tiveres uma atitude cool, só olhamos para a tua cara. Tudo te fica bem.



[já há muito que não ia ao Sarto]

$

I need a dollar dollar, a dollar is what I need
hey hey
Well I need a dollar dollar, a dollar is what I need
hey hey
And I said a need a dollar dollar, a dollar is what I need
And if I share with you my story would you share your dollar with me
...
- Aloe Blacc

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Oh, como eu gostava de ser gato

(quem me conhece dirá mas tu já és raçada a gato, que é o que se costuma dizer aqui para cima quando se tem no sangue o sangue de alguém, não sei se aí em baixo é também assim, sei que maçã aí é um pêro, que aqui em cima é outra coisa completamente diferente, mas, como dizia, dir-me-iam tu és raçada a gato, tens olhos de gato tal qual um gato, és arisca tal qual um gato, fazes ronrom quando queres uns mimos tal qual um gato, insinuas-te coleantemente (olá, Dina!), e sem que se dê por ela tal qual um gato, fazes o que queres tal qual um gato, limpas os bigodes (ah?!) tal qual um gato, cais de pé e sacodes o pó do pêlo tal qual um gato, andas para trás tal qual um gato, pisgas-te com uma rapidez louca tal qual um gato, só não te pões debaixo dos carros nem dentro dos motores tal qual um gato, porque não percebes nada de mecânica. ponto.)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quando uma mulher

te disser que nunca te amará, acredita nela.

Vi esta cena num filme qualquer e achei estranho a segurança com que aquela mulher dizia, tão cruelmente, ao homem que estava apaixonado por ela, que não o amava e que nunca o iria amar. E depois, espetando mais a lança na ferida aberta, ainda se sai com esta de que quando uma mulher te disser que nunca te amará, acredita nela. O homem apaixonado ficou espalmado, que é como fica um homem apaixonado quando se lhe passa por cima com um daqueles rolos que comprime e acama o alcatrão. Eu, na altura em que vi o filme (é um filme daqueles antigos, p/b, pesado, insinuante, tipo Casablanca, ora toda a gente gosta de Casablanca e Play it again, Sam, mas quase ninguém compreende Casablanca, porque para se perceber o Casablanca são precisos pr'aí uns 10 visionamentos, ora os tempos não estão para isso, os tempos estão para consumir o maior número de filmes possível e não para rever 10 vezes o mesmo filme, ainda que de cada uma das vezes se compreenda sempre mais um bocadinho da história, a mim ainda me faltam aí umas 8 vezes e meia para apanhar toda a complexidade emocional do Casabalanca). Vou começar outra vez a frase, porque entretanto perdi-me e perderam-se vocês, não foi meus kid'os? Eu, na altura em que vi o tal filme em que ela lhe dizia que nunca o amaria e para ele acreditar sempre numa mulher que lhe dissesse que nunca o amaria, ri-me. A gaja está a fazer bluff, pensei. Mais tarde, mais crescida e espigadote, realizei que afinal o bluff disto de amar e não amar era outra coisa que agora me apetece partilhar - quando uma mulher não te disser, a ti, homem apaixonado, que te ama, é porque se calhar ainda não sabe se te vai amar. Pode vir a acontecer. Tens de ter um bocadinho mais de paciência. E, com efeito, se disser que não te ama - a ti, homem apaixonado - e que nunca te amará, é porque nunca te amará.

De como pôr a cabeça de uma rapariga em água

Rapariga vai trocar de carro. Rapariga tem nove colegas homens. Rapariga cai na asneira de contar aos colegas que vai trocar de carro. Rapariga vê-se a braços com nove versões de como fazer a melhor troca de carro. Rapariga com a cabeça em água.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

now at a theatre near you

A ver. Pelo elenco, claro, ou, de quando os actores mandam num filme.
Caldeirão de doidivanas! :)

Aniversários

São 11.40 e pela quinquagésima vez me aparece um reminder no ecrã da janela para o mundo onde se lê 'Aniversário Conceição P.'. Pela quinquagésima vez penso 'tenho de telefonar à Conceição'.

[Vou esquecer-me.]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Da ira. Da mágoa. Da raiva. Da desilusão. Etc.

Estás fodida. Sabes e sentes que estás. Fo di da! Acalma-te. Não podes entregar o ouro ao bandido, que sabes que é o que acontece se retaliares de coração inflamado. Acalma-te, conta até dez, ajeita o intestino delgado e o intestino grosso, põe-nos no sítio e, só depois, avanças. Meticulosamente. Cirurgicamente. Só assim consegues ferir de morte - com a lança bem apontada às partes baixas - o objecto da tua ira, mágoa, raiva, desilusão, etc.

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(não resulta, ainda fodida)
(alguém me arranje a máquina de calcular do Mr. Bean, pliz)

35 milhões? Fuck!

Nunca eu daria 35 milhões de euros por uma garrafa. Não os tenho. Muito menos por uma dessas bebidas que se estranha e depois entranha-se. Eu até nem gosto de coca-cola, calha bem! No entanto, gosto de sopa, devo dizê-lo.

Agora, isto aqui em cima seria mote para dissertar um pouco sobre esse ser andrógeno (não adianta, vejo-o sempre como andrógeno e não me vão tirar essa ideia) que foi o Andy, mas na verdade, conheço píveas dele, excepto que criou uma qualquer tendência e que até deu para viver à custa disso, umas vezes melhor, outras pior.

Gosto dele! Gosto de artistas (apesar de todos os defeitos que lhes encontro) - é que tendem a pensar fora do quadrado.

[Não sei se já tinham reparado, mas thinking outside the box é o que está a dar ... Atentem no que digo!]

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tenho aqui um papelinho

que arranquei do caderninho onde costumo tomar nota dos víveres e afins que tenho de comprar no Pingo Doce, que é de onde eu gasto, onde escrevi uma frase que agora não percebo. Não pela caligrafia. A verdade é que agora, passadas umas boas horas de a ter escrito, não consigo descortinar-lhe qualquer sentido. Era para um post. Tenho a lúcida ideia que daria um belo post. O título seria Viver Todos Os Dias Cansa. Sim, descaradamente plagiado. A tal frase encerra um brilhante raciocínio que fiz após uma troca acesa de SMSs com alguém que me obriga a pensar muito bem para conseguir as respostas que quero receber. Alguém que me obriga a antecipar todas as jogadas para evitar a morte da minha Rainha (olhá feminista. tá bem!). E eu jogo, prolongo o jogo, não porque queira ganhar ... sempre (é bom sinal quando perco), mas porque este jogo faz disparar os níveis de adrenalina no meu corpo. Sinto-me tão viva que quase morro.

Eu nem vou dizer nada ...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

'more,

Rua de Santa Catarina já não pode ser.

(via afectado)

Why Dylan?

O mundo de Dylan. Direita. Ainda não sei se nos vamos dar bem. Para começo de conversa, parece que não nos entendemos quanto a cores ... A ver.

:)

Lisboa

estava linda ontem, aliás, ficou pelas 14h (almoço) e a partir dessa hora ficou cada vez mais bela. Belo céu azul, belo calor, belas pessoas. Digo eu, porque eu não vi nada, não senti nada, não reparei em nada. Estou é com o cu quadrado hoje (não estou nada, está bom, como de costume) e eu acho, acho muito, se querem saber, que devia ser proibido reunir depois de almoço.

E eis que hoje, estão me cobrando né? (Fábio, estás melhor?) o que me dizem ter prometido ontem pelas 15h, mais coisa, menos coisa ...

Hã? Eu? Eu não prometi nada! Ainda sei o que faço com o dinheiro, caramba (mesmo achando todas as pessoas do mundo lindas). E principalmente quando não é meu.

Querias!

Porque bebes, Maya? perguntam vocês (faz de conta)

Porque me enchem o copo e dizem Bebe!, e eu bebo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Jogo(s)

... Jesus!, para mim a cereja em cima do bolo seria um 4-4 ... Naturalmente que o jogo teria de durar mais de 90 minutos. E teria mais que um intervalo. Impunha-se.

[não estou a falar de futebol]

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Diz a minha amiga transmontana

que um VIP no norte é um ICC.

(as coisas que eu aprendo com a minha amiga transmontana!)

Quero

Homens:

qu'é que se passa convosco, hein?

Ele é o Berlusconi a meter-se com gays.
Ele é o Peter a dançar ao som de 'música gay'.
Ele é o Tolan a visionar 'filmes gay'.

Pá, nada contra, mas ...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Espelho meu, espelho meu, há alguém mais bela do que eu?

- Rainha Maya, tu és muito bela, mas a Princesa Maria que vive escondida na aurícula direita do teu coração é muito mais bela.
- Lenhador!
- ... e antes que faças merda, Rainha Maya, deixo-te um aviso. Se ela morrer, tu morres. Tu não podes viver sem ela e ela não pode viver sem ti.

Quem me faz feliz, quem é?

Balança fofinha.

[estamos quase lá. juntas e com a ajuda da pista do Estádio Prof. Dr. Vieira de Carvalho - esse grande benfeitor megalómano, que tanto gostava de rotundas, estátuas e coisas assim, indispensáveis - vamos conseguir]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Constatação de Outono

Os blogues estão a cair tal qual as folhas das árvores.

[mas haja esperança, todos os anos há Primavera, pelo que voltam a (re)nascer, ou melhor dizendo, a brotar]

(um dia destes também eu cairei, tal qual folhinha vermelhinha, fazendo piruetas pelo ar, com a ajuda dos braços abertos ou de um guarda-chuva Poppins)

Agora vou falar de carteiras

Coisas que uma miúda tem de ouvir quando procura (remexe, mexe, remexe) uma coisa na estimada carteira:

- A vontade que tenho quando vejo fazer isso ... pegar nessa carteira e despejá-la toda!

[é não é? mas quando é preciso guardar a carteira macho, os cigarros macho e outras merdices macho, a carteira fêmea dá muito jeito, não é? humpf]

E digo mais: pois, meus queridos, a mim, quando me pedem emprestado: a minha pinça fêmea, o meu espelho fêmea, as minhas toalhitas fêmea, a minha esferográfica fêmea, o meu bloco notas fêmea, também tenho vontade de mandá-los à ... er ... ir a casa buscar ...

Não conseguindo eu enriquecer de outra forma (a honesta), roubo. Descaradamente. Despudoradamente. Roubo comentários :)*

"Irrita-me profundamente ouvir "tens de... (ter paciência, continuar optimista, seguir em frente, esquecê-lo, etc....)". O que temos de fazer são outras coisas. O resto, é como dizes, é quando nós queremos. Hei-de seguir em frente quando eu quiser, tentar esquecê-lo quando eu quiser, ficar optimista quando me apetecer, porque quando não me apetecer vou berrar e chorar até me escorrer baba pelo queixo e ranho pelo nariz e ninguém vai morrer por isso! As pessoas esquecem-se de que às vezes precisamos de estar tristes ou zangados, nem que seja só uns dias ou umas horas... também é saudável :)" - Sofia, no dias assim.

* para não me acusarem de induzir propositadamente os leitores (bons, muita bons) deste bloguito, em erro. E de que digo as coisas com uma intenção e os leitores (bons, muita bons) deste bloguito entendem as coisas que digo de outra forma e que, à conta disso, gozo com os leitores (bons, muita bons) deste bloguito. Sempre preferi rir com do que de. Para que conste.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Da sedução

Tolan na Luna, salvo seja.

"Eish, tenho de te dar umas aulas. A sedução é um jogo com regras flexíveis mas ainda assim severas. Muitas vezes é preciso fazer o oposto do que se que quer fazer, dizer o contrário do que se sente, ter paciência quando se está a arder de vontade etc. O importante é ganhar. Depois, com o tempo, lentamente, uma pessoa pode abrandar o ritmo e confessar que tem chinelos em forma de coelhos de peluche."

Eu até tenho uma mente aberta e assim

mas, a sério, não me estou a ver a fazer um minete. Mete-me impressão, se não nojo, a ideia de lamber uma vagina. Não me excita nada a cabeça e a coisinha. Isto reduz um bocado o leque de opções para encontrar o verdadeiro amor, não reduz?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eco dica

E então, meus queridos, o que é que vocês fazem para poupar água? hã? Sim, já sei, fecham a torneira quando estão a escovar os dentes (3 x dia, certo? e sempre que comem doces, certo?). E mais, meus pequeninos (sem querer ofender ninguém)? Mais nada?!? Não me digam que deixam "o duche aberto" quando brincam com os coisinhos? Havia necessidade?

Ts ts, shame on you!

[se esta brilhante eco ideia saiu da minha cabeça? Não, claro que não, eu lá me preocupo com o que fazem ou deixam de fazer com os vossos coisinhos no duche ... ]

Email stuff

Sherlock Holmes e Watson vão acampar.

Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:

- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.

Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?

Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias, e, potencialmente, milhões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15 pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia. Correcto?

Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
- Foda-se ... Watson, não vê que nos gamaram a puta da tenda?!!...

sábado, 23 de outubro de 2010

Diz-me um conhecido

que um casamento por paixão está condenado ao fracasso. Casar sim, mas com base numa grande amizade, tesão ou razões económicas.

[depois explica-me - ainda que não lhe tenha pedido explicação, porque surpreendentemente dou comigo a percebê-lo na perfeição - que a paixão mais cedo ou mais tarde desaparece; a tesão e a amizade não se desvanecem tão depressa e não completamente, podem ficar mais pequeninas ou adormecidas, mas ficam sempre lá, no quarto, cozinha, sala de estar ou, em última instância, no sotão, mas sempre ocupando o seu espaçozinho]

Constatação de Sábado pardo

Cada blogue é um mundo. Tantos Deuses ...!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

FB 2

Farmville e Frontierville para que servem?

É que se querem cavar a terra, dar milho às galinhas, cortar umas árvores, fazer a matança do porco, mas à séria, eu arranjo a terra, as galinhas, as árvores e o porco. Faltam-me é braços.

- Rainha da Lã

FB

Os amigos dos meus amigos querem ser meus amigos.

Aceito?

[não percebo nada disto]

E de repente o meu dia iluminou-se

com um simples saquinho de

Eighties


Agora percebo-a melhor. Na altura andava entretida com outras coisas.

Estou a achar tão entesoante a te(n)são que existe entre o Captain Furillo e a Counselor Davenport. Juro. Mas ninguém na esquadra percebe o que eles andam a fazer nos tempos livres? Anda toda a gente distraída? Niguém vê que eles se comem com os olhos de todas as maneiras e feitios? Ninguém repara nas faíscas a sairem-lhes dos poros?
[agora a sério, acho que esta é a melhor química televisiva que alguma vez vi]
[o Clonix está a fazer efeito, obrigadinha Miguel, agora percebo porque o usas, tem de chegar para o teu 1,98]
ahahah
"The walls have ears." (Lt. Howard Hunter)
"They also have urinals." (Sgt. Lucy Bates )

Hoje

já não posso manobrar a retroescavadora.

[acabo de tomar um Clonix]

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Don

Dizem que este homem, este aqui em baixo, é frio. Olhem que não, olhem que não. O homem é apenas um sobrevivente. E um sobrevivente, já se sabe, não desbarata calor. Ou amor.

Juízo!

E as minhas manhãs ficam 'prazerosas'

Para quem ainda não conhece, voilá! Mr Patife! Letra F na lista.

[ah, gosto do português, que não é suave, deste patife]

*sim. Prazêrósas.

Mais cuscas, desconfiadas e ciumentas, diz ela!

Acabo de ler um comentário num blog qualquer, que diz que as mulheres são mais cuscas, desconfiadas e ciumentas que os homens. Escrito por uma mulher.

Há coisas que eu não percebo. Aqui, duas. 1.ª: uma mulher a dizer mal de si própria (não suporto isto); 2.ª: mulheres que ainda não sabem que os homens sofrem muito disto também (cusquice, desconfiança e ciúme).

Ó querida, tem de começar a andar mais atenta. Os sinais estão todos lá. Escondidos, muito escondidinhos, mas estão lá, ó se estão! Não são tão vistosos como os nossos (homem que é homem, não expõe a sua vulnerabilidade por dá cá aquela palha), mas estão lá, em igual grau de intensidade.

Vá por mim.

Dar com os homens em malucos, isto de querer e não querer. O que é que nós queremos? Nós sabemos o que queremos:queremos e não queremos!

Comprei um monte de sandalias de 50 dolares. Eu as chamava de minhas sandalias "Nao foda comigo". Elas tambem, ironicamente, pareciam muito sandalias do tipo "Me foda". Ah, as sandalias de duplo sentido, a chave para a questao freudiana "O que as mulheres querem?" — "Me foda!" mas "Nao foda comigo!"

In a entrega - memórias eróticas, Toni Bentley

[Ser homem é difícil!]

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu, montada numa delas


Olhá a bianinha fresquinha!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mal Acostumado

Você me deixou
Mal acostumado

Não sou particularmente (ah, isto faz-me lembrar a Dina, sim, também eu como toda a gente tenho uma amiga que se chama Dina. A Dina gosta muito dos advérbios de modo, deve ter descoberto em tempos que isto era chic e desde então nunca mais os largou, pode dizer-se que é um vício. A minha amiga Dina é viciada em advérbios de modo e em boas maneiras, pelo que, por exemplo, em calhando emborcarmos em grupo uma ou duas garrafas de branco ou tinto, ou rosé até, a amiga-gaja, à conta da puta das boas maneiras, quer que deixemos sempre um restinho de vinho na garrafa, que, diz ela, é o que diz a puta das boas maneiras e péu péu péu. Enfim, todos temos as nossas cruzes, e nós temos a Dina Fina e o raio do restinho de vinho) fã de música brasileira, mas mal trauteio mentalmente (que ainda tenho vergonha na cara) maulacóstómádóvôcéemideisçoumaulacóstómádóóóóó ... começo a saracotear as ancas e a sacudir os ombros, espasmodicamente, lá está.


Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser féliiiiiiiissss

Era isto.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Isto é bom. O slogan. Catchy.


Ontem à noite

the good wife zzz fringe zzz csi zzz the good wife zzz fringe zzz csi zzz the good wife zzz fringe zzz csi zzz the good wife zzz fringe zzz csi zzz the good wife zzz fringe zzz csi zzz the good wife zzz fringe

[vida de espectadora é difícil]

Momento cultural

[oh]

Li umas perguntas a e respectivas respostas de Helena Marques na revista de Sábado ou Domingo do JN, não sei. Tenho-a lá em casa ainda, creio. Gostei. Gostei muito. Gostei das suas respostas. Terra-a-terra. Gosto de respostas francas, simples de entender porque simples de sintaxe. Não que eu seja burra, acho que não sou, mas isto é sempre muito relativo. As respostas simples de sintaxe parecem-me sempre mais verdadeiras, mais honestas. Parecem-me sempre a transcrição textual de pensamentos simples, porque resultado de emoções honestas e verdadeiras. Sem adoçantes, corantes ou floreados de espécie alguma. Por exemplo, também gosto das respostas de Saramago. O meu pai detestava Saramago. O trocadilho que ele fazia com a planta. Enfim! Eu gosto. Sempre gostei de pessoas simples e de tão simples, polémicas. Das polémicas, mas daquelas que acreditam no que dizem e não que dizem coisas em que não acreditam mas em que querem que nós acreditemos.

Esta mulher, a Helena Marques, tem um cara muito doce, o que à partida me fez suspeitar de que as gordas que li (antes de ler a entrevista na íntegra) fossem mentira. Não parecia feminista. Deveria ter pensado em mim. Também eu sou enganadora. Também eu tenho uma cara doce, no seu todo. Apenas alguns pormenores são de diaba, e doces, contudo. Helena tem cara doce, cara de "amores positivos". Reparo melhor agora nas sobrancelhas. São sobrancelhas de personalidade.

É uma cara nada impositiva, não é? Parece uma cara submissa até. Como enganam algumas caras. Estranho. Será bipolar? Insubmissa e submissa? Às vezes, penso que sou assim. Devo ser. Pensando nisso agora, acho que as mulheres sofrem muito desta bipolaridade. Coisas dos tempos que atravessamos ...

A Sophia, por exemplo, tem (sim, tem) uma cara forte. Não cara de geniosa, mas de "eu sei muito bem o que quero e como quero". Vai-se a ver, e se calhar não era. Ou pelo menos, nem sempre. Lá, quando sozinha, martirizava-se e chorava. Não sei ...

Trick or treat?

O
[aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh]
...

- É amargo?
- (hã) Não, não é.
- Dizias se fosse?
- (epá qu'é isto?) Dizia, claro (quem foi a miúda que te fazia o frete?)

Eu não sou de fretes. Gosto muito de ir à prova oral. Julgo que seja chato [sei, chato, é favor] para um gajo ou gaja apanhar uma miúda ou gajo que faça o frete. Mesmo que gostem muito dela ou dele e coisa e tal e ela ou ele seja a ou o "the one", mas ... mas não faz um broche ou minete com gosto. Raios! Era esta ou este! Era esta ou este, mas ... ela ou ele faz um esforço a pôr a boca no trombone. Chato. Assim não há condições.

Fazer um broche ou minete com gosto e vontade é a melhor prova de desejo que se pode dar. Acho que é isso.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Constatação (ok, provocadora)

Acho estranho um médico acreditar na existência de Deus.

À sua! (dimensão alternativa)

Uma dimensão alternativa. Parece-me bem um Louco na lista. Louco, de que temos todos um pouco (ou muito), depende do ponto de vista de cada louco, perdão, de cada um.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

No Ponto

[oh la la Giná expliquez-nous qu'est que c'est ça?]

O que eu gosto deste miúdo

[I love God. He's so deliciously evil.]

Os meus colegas são uns queridos

Assim, mais próximos próximos, da casa, como quem diz da equipa, são 9. Nove gajos. Que sortuda. Jeitosos. Alguns mais jovens, outros menos jovens, mas jovens de espírito, como se costuma dizer, seja lá o que isto quer dizer. A média dos tamanhos deve rondar o 1.80, pelo que me sinto qual princesa enclausurada quando os gajos se lembram de construir uma muralha à minha volta.

De resto são também muitos educados. Ainda agora, por exemplo, estamos em teleconferência, e entretanto o leader falou em tomates, não sei o quê, não temos tomates não temos nada se não formos lá, depois pediu-me desculpa. Desculpa, Maya, mas tu também já estás habituada não é? e riu-se um bocadinho. Eu fiquei calada e os outros também, porque sabem que sim, que já estou habituada. Não sei o que lhe terá acontecido, e com quem terá estado este fim-de semana - talvez com pessoas que não gostem de tomates, não sei, talvez. Como se vê, um rescaldo de fim-de-semana. Às vezes, os fins-de-semana têm esta espécie de efeito nas pessoas. Mudam-nas um bocadinho. Mas o que vale é que esta mudança só se prolonga pela segunda-feira. Na terça e dias restantes voltam à habitual normalidade, como quem diz, foda-se!, caralho! foda-se para esta merda! puta que pariu! grande cabrão! (esta última normalmente associada a outros ...)

Quando insistem nesta coisa do politicamente correcto (filha-da-puta de sexismo paternalista) de pedir desculpa porque falam em tomates e o caralho-mais-velho, mando-os à merda, ou então, aproveito um silêncio qualquer na reunião ou na teleconferência para dizer foda-se!, depois peço desculpa, claro.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Suculento

Suculento é uma palavra que me faz crescer água na boca, não sei se acontece o mesmo com vocês, suponho que sim. Há muita coisa que eu penso que me acontece só a mim, que sou original e depois vai-se a ver e acontece a outros também. Originalidade para as urtigas. Não ser a única, às vezes é triste. Outras é um conforto e descanso o "olha, afinal não sou só eu. Uff."

Suculento remete-me imediatamente para bifes, e se a vocês também, descansem porque então somos todos normais. Caso contrário, sou original. Vá lá, então suculento não vos faz vizualizar um daqueles bifes altos, com muito suco e um pouquinho de sangue vermelhinho? Nham, Nham. São 17.05 e ia um agora. Isto de pensar em coisas suculentas, bifes, broches e minetes, e desejá-las instantaneamente ali à nossa frente, não tem dia e muito menos hora marcada. E não tem mal nenhum. É normal. São 17.08 e ia um bife. Ou um broche. Ah, estão a pensar que um bife suculento a esta hora não é assim tão fácil de arranjar, do pé para a mão, ou com a mão que estiver mais ao pé ... Têm razão. Sigamos, então, para o Plano B, ou M. Como vos aprouver. Ai e não sei quê também não é assim tão fácil. Pois, se calhar .... Isto de telefonar ao Manel ou à Maria e ordenar-lhes "anda cá! que me apetece hum algo suculento", também não me parece que resulte, ainda que a vontade de comer ou a fome seja muita - os patrão são uns malvado e não deixa ir comer os bife. Modos que vai se deixando cozer em lume brando, até que se possa saborear em condições, não é, meus queridos?

Se não se aguenta, há que fazer a refeição sozinho. Comer sozinho é chato (nem sempre, pronto), mas às vezes tem de ser.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desejos

Apetecia-me fazer anos hoje. Apetecia-me receber prendas. Umas 20. Apetecia-me comer algo exótico. Ei não tão exótico. Sim eu ouvi alguém falou em cucarachas. Veio aí de trás. Apetecia-me viajar no expresso do oriente onde encontrassem um gajo morto com 12 facadas umas mais profundas que outras (detalhes) e que entretanto houvesse também lá um detective que descobrisse o que lhe tinha acontecido enquanto tentavam remover a neve que teimava em não deixar passar o comboio uh uh, pouca-terra-pouca-terra. Eu seria a ajudante de detective. Sei logo nos primeiros 5 minutos quem é o assassino neste caso 12 e por isso não vão presos. Apetecia-me conhecer um árabe que engraçasse comigo e me oferecesse uma viagem num dos aviões da companhia aérea dele cama de dossel e roupa lavada e já agora pusesse um criado à minha disposição que me preparasse um leitinho com chocolate antes de ir para a cama. Apetecia-me ir para África e viver um amor espartilhado com um moreno e uma morena belo animal. Estou por tudo. Apetece-me tudo. Ou apetecia-me. Agora já não me apetece outra vez que eu não regulo muito bem porque sofro muito da influência da lua que é o que o meu signo solar diz e eu acredito. Eu e os outros quando lhes explico porque sou assim eu não tenho culpa é da lua. Ora estou alegre e brincalhona e às vezes têm de dizer pára porque estou a fazer muitas cócegas e/ou porque já estão a molhar as calcinhas ou cuecas depende ora estou tétrica e meditabunda. E radical e fria. E naïf e menininha. Dizem. Há vezes também em que estou quente e afogueada e dizem pára ou não pares conforme.

E agora apetece-me tirar todas as vírgulas do texto acima.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Posso mandar uma boca?



Bag of words

Francis e Irritadinha (again), versão sacola de palavreado :)

(e os portistas, pá, onde entram os portistas nessa história?)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Chuva ácida?

Chove.

Tolan

blá blá blá Hemingway, blá blá blá, Salinger, blá blá blá
Na imagem ao alto é a Filipa Martins, uma escritora nascida em 1983 e que um dia será minha esposa, só que ainda não sabe.

[ri-me, há que tempos não via uma piada naïf adolescente]

Um transístor

saturado. Derecha.

(gostei de um comentário dele num blogue da praça, naquela praça que existe sempre numa vila e onde estão as lojas mais conhecidas; por exemplo, a minha loja fica numa das vielas da vila, um bocado afastado do centro da vila, só se descobre quando nos afastamos um bocado do centro da vila, quando nos perdemos ou quando nos aventuramos e então lá está ela escondidinha; às vezes as pessoas entram e demoram-se a apreciar os artigos porque gostam da montra montada no momento em que descobrem a loja, outras vezes não porque a montra não está lá grande coisa; se encostarem o nariz no vidro da montra não vêem nada lá dentro porque o ambiente é assim um bocadinho para o escuro, um bocadinho noir, isto, resumidamente: eu não estou na Rambla de Barcelona; estou na Carrer de la Cera, e gosto caramba!, de ser descoberta por acaso!).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Percebe-se

que eu demoro 2 minutos a escrever um post?

Que é que isto quer dizer?

Isso mesmo. Que estou a armar-me e tal e eu escrevo um post em 2 minutos.

Isto é bom ou mau?

Isso mesmo. Treta.

Treta da boa ou da má?

Isso mesmo. Treta parva.

Parva real ou aparente?

Isso mesmo. As aparências iludem.

Estás iludido ou desiludido.

Isso mesmo. Igual ao litro.

Litro de vinho ou de cerveja?

Isso mesmo. De barril, sff.

Noc noc.

Quem é?

É o preto que quer café.

Para quê?

Para moer.

Moer o quê?

A paciência!

Oh, não sabia

Há para aí um estudo que, por a mais b igual c, provou que são as mulheres que olham primeiro para os genitais dos homens e só depois olham para a cara. Os homens olham primeiro para a cara e depois para os seios e genitais das mulheres.


Hoje, dei por mim, a consciencializar para onde olho primeiro e ... é capaz de ser verdade. Será que é por ser mais baixa que a maioria (todos :) dos homens com quem me cruzo? Vejamos: os meus olhos dão pela altura do peito deles, logo é-me mais difícil olhar para cima do que para baixo, sendo-me mais fácil olhar para baixo. Acho que é isto.

Ou ...

... será porque inconscientemente tendemos todas a avaliar a virilidade deles antes da beleza?

Sim, serás bonito, mas primeiro deixa-me certificar-me que tens bom material para gerar eventual prole entre nós os dois. Ah ...

Será que isto aconteceria se me deparasse com este espécimen?
(mesmo todo fodido como está aqui acho que não conseguiria desviar o olhar da cara dele)


Entretanto, descobri


que ao aplicar lápis castanho naquela parte fininha interior e inferior dos olhos, fico com uns faróis na cara.
[esta imagem na vossa cabeça não é lá muito bonita, pois não? ou ficaram a pensar naquelas miúdas Mangá ...]

Facebook

Serve para trocar boas vibrações e hearts virtuais. Virtuais. Que bonito!

[para que servem? Não sei ..., ah, já sei! Servem para não nos esquecermos uns dos outros, tipo, um dia sou capaz de precisar de ti]

Gosto tanto

quando as pessoas ficam com um brilhozinho nos olhos por me verem ...

pergunto

há brasileiros que não saibam dançar?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ómeudeus, e se o senhor tinha morrido, hein? A descrição suculenta que não seria ...

Duplo milagre: o condutor esteve duas horas e meia encarcerado na cabina do camião que virou, mas saiu quase incólume; tombou na encosta, mas por uma nesga caía em cima dos carros da A4. Veja o vídeo.
Como ficou, todo estampado de costas, o atrelado tombado de lado na encosta, carga espalhada e os 12 rodados indignamente virados ao ar, o grande Scania R440, um muito possante semi-reboque, vermelho vivo, novo, parecia um Transformer que correu horrivelmente mal. Bastava ver-lhe a cara que é a sua cabina - pareceu ter levado um soco do céu: testa de vidro partida, grelha metida pelas fuças adentro, todo amarrotado como papel, um sem-número de fios e mecânicas vísceras, a escorrer, à mostra de todos. Metia dó, como um escaravelho que capota e não se pode levantar. Mas, mais do que isso, metia medo.

Lá dentro estava Manuel Eirado Azevedo, condutor profissional, 50 anos, natural de Fão, Esposende, vítima e vilão e único acidentado do sinistro. O seu sanguíneo R440, ao serviço da Transfradelos, operadora de carga da Póvoa, arcado com 30 toneladas de estilha (aparas de madeira para celulose), saíra do Porto de Leixões quando se despistou no alto do nó de Sendim (acesso à A4 na ligação para a A28, direcção Porto), caindo encosta abaixo.

Espero ansiosamente por mais notícias pela pena do José Miguel Gaspar. Vocês nem sabem. Este homem ainda me há-de dar muitas alegrias. Ainda me hei-de rir muito com? ele.

Via as moscas do costume, via jugular (ou ao contrário, não sei).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Descobrimentos

Ómeudeus! A isto chamo o belo horrível. É que não consigo desviar os olhos. Pior, quero ver mais ainda. Voilá: Por uma unha negra. Enrolled in my list, naturally,

Via Pólo.

E ainda o Pedro (nome de que gosto muito). Barbacã. No seu The Charged Void. Também na lista.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

The Laver's Law

Discordo do Sr. Curador [engraçada e covarde, esta minha tendência para discordar de pessoas mortas]. Descoberto aqui, no YMFY, via Perdido pela cidade.

Como dizia, discordo da Laver's Law - segundo a wiki, uma tentativa em catalogar a roupa e as pessoas que a usam de acordo com os trapos com que tapam o corpo. Portanto, ei-la!, a tabelinha (e lei) do Sr. Laver.
Será a roupa que usas que te define, ou és tu quem define a roupa que usas? Acho que a questão é esta.

Eu cá acho que és tu quem define a roupa que usas. Podes usar roupa que só venha a ser 'normal' daqui a 10 anos e, no entanto, seres e pareceres tudo menos indecente.

PS: normal é aquilo que a maior parte das pessoas pensa, usa e faz, certo?

Exemplo: eu, com um simples vestido preto sou o quê? Não sabem? Ah, querem pormenores ... quais? O tamanho do decote? Não tem decote. Se é um vestido preto tubo? A fazer S, visto de lado? Sim. Se tem folhinhos?

PS: alguém pensa em folhinhos quando se fala em vestido preto?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

É um topete? Um alfinete? Um Aríete? Um bilhete? Um voltarete? Um limonete? Um palacete? Um sorvete? NÃO! É um minete!

E tu, sabes mesmo o que andas a fazer?

(descoberto, acidentalmente, aqui no Back to Black da Sofia).

Apareço, logo rio

(mais alguns pormenores aqui)
(programa aqui)

Eu sei que ainda falta muito

mas estou tão ansiosa pelo Magusto. O da empresa. Vai ser tão giro - ver os colegas balofos saltarem a fogueira e ficarem com os tomates queimados, enfarruscar-lhes a cara, ver os colegas perdidos de bêbados e aproveitar-me do facto para lhes sacar umas coisitas (vá!, uns segreditos, segreditos de negócios), comer comer castanhas até não poder mais, fugir dos que me querem sujar, fugir dos que me querem agarrar (porque a vinho serve de desculpa para muita coisa), rir-me com os gritinhos das colegas mais púdicas, fartar-me de rir com as partidas que as meninas das linhas de montagem vão pregar aos senhores engenheiros, enfim! E, depois de tudo acabado, ir para os copos.

Estou ansiosa.

Constatação pela manhã (soalheira, por acaso)

Às vezes apetecia-me tanto tanto voltar ao Mundo (sim, mundo) das Maravilhas da Alice. É claro que dispenso os Lewises Carrollses que gostam muito de crianças e tal. Não, não existiram (ainda bem) na minha infância.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mais um

Pipáterra. A mínima sobre o significado do nome, de todas as formas gostei do que li e por isso emprateleiro-o ali à direita.

[adenda: descobri entretanto o significado :) - está no 1.º post. claro]

sábado, 4 de setembro de 2010

Eureka!

Não existe amor 'à primeira vista'.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Facebook


Acabo de criar uma conta no Facebook.

Porquê? Porque sim. Não interessa nada para o caso.


[será que estão mesmo à espera que ponha lá fotos e informações sobre mim e que adicione amigos e o camandro? q'horror, a minha vida lá toda exposta à mercê de toda a gente]
[adenda: má ideia, muito má ideia]

Ah, apeteceu-me ...


E vocês, quem levavam para uma ilha deserta?

[e porquê e para quê e durante quanto tempo]

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Podia repetir, sff

Diz que não percebe as perguntas. Di-lo de nariz empinado, pelo que se pode ver, e só por isso vai para a minha lista, que não é negra. Não é de cor nenhuma. Bom, na verdade é azul, que é a cor do FCP. Só por acaso.

Mais um

A mulher mais certa de Portugal e arredores. Na lista. A forma como se ri da sua (dela) infelicidade diverte-me.

Pois então

sirvam-se desta travessa, que é do Ferreira. Mais um. Continuam à direita, não querendo isto significar que a direita seja a minha mão preferida. Aliás, não tenho mão preferida. Para corrobar isto, digo-vos que um dia hei-de manuscritar (eu, armada em Mia) tão lestamente com a mão esquerda como o faço com a direita. Já a tomar café ou a beber água, sou melhor com a mão esquerda. Fiquemos por aqui.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sra. D. Laurinda & Fas.

Espero que voltem amanhã, mesmo! Tenho ali 3 cestos de roupa de catulinho à vossa espera. Quero aquilo passado numa manhã, senão ... olha ali a concorrência a piscar-me o olho, que giro!

Ora, perguntem-me lá, se faz favor!

(em coro)

Maya, como é que se consegue gastar 115 euros em 60 minutos?

Arranjando uma Amigdalite, essa putain ...

(querem o contacto?)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O elogio mais bonito que alguma vez já me fizeram

"... até a chorar é bonita ...".

Tão fofinho*

Sim, já me disseram

"na verdade, não tens nada de especial, só uns olhos bonitos"

Não, nunca disse

"na verdade, não tens nada de especial, só uma pila grande"



*expressão roubada à Mulher Certa

domingo, 29 de agosto de 2010

Inception = Deception

Argumento sofrível, sofrível. E (tão) previsível. Ou então sou eu que sou mesmo boa nisto de adivinhar sempre quem é o assassino.

Vale pelos efeitos especiais. Os meus preferidos - os que acontecem nos corredores do hotel.

Mr Nolan já não é o que foi. Insiste em re-matrixing.

sábado, 28 de agosto de 2010

Yeah

Ouvi dizer que o Palácio de Cristal é que está a dar. Sim, é à borla. Vou lá confirmar.

Serei a morena (cof cof) de olhos azuis. Algumas sarditas, imperceptíveis. Cabelo castanho claro com alguns reflexos de sol.

Encantadores

Continuo a achar encantadores os homens que me fazem rir. O pior é o resto. Ai o resto!

É que nem só do riso vive uma mulher. Mas sem o riso é impossível viver.

Sim, sim, já sei: em que é que ficamos? Que tal se bebessem menos cerveja?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O que tu queres sei eu: guerra!

Epá (continua a ser um gelado fixe) eu, às vezes, também acordo com os pés de fora. Quando isso acontece deixo-me ficar quietinha e caladinha para não fazer ou dizer coisas estúpidas.

Eu cá acho que que os blogues são todos válidos, sejam eles feios, bonitos, arrogantes, snobs (como é que se escreve snob agora com o acordo ortográfico? esnobe?), cor-de-rosa, azuis, às riscas, às bolinhas, cor-de-burro quando foge, cor-de-cebola etc. Pronto, identifico-me mais com uns do que com outros. Como de resto acontece no mundo das pessoas de carne e osso. Mas isso é normal.

Ora, se eu não gosto de um blogue, não volto lá. Agora, desatar a bater numa pessoa, só porque não se gosta dela? Pá, não se faz ts ts.

Tá-se!

Harry & Sally & Sally & Harry

'Apanhei' este filme este fds no MOV e fiquei a ver. É sempre um prazer revê-lo, e yes, yes, yes, oh god, yes, yes, oh god, yeees, oh goood yes ... sim, ainda 'apanhei' a cena do fake orgasm ...

A típica pergunta impõe-se.

Can men and women be friends or does always sex get in the way?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vou só ali descansar um bocadinho

Não, ainda não são as merecidas férias. Quase quase. Mas não me tem apetecido garatujar, e desconfio que a vontade não voltará tão cedo (nunca se sabe). Só tem apetecido ler-vos. O que me tem divertido as eternas 'guerras dos sexos' nos blogues onde tenho posto os pézinhos, ao de levezinho. Sempre o sexo. Sempre o amor. Não nos cansamos do assunto. Esperamos descobrir, qual epifania! eureka!, sempre que escrevemos ou lemos, as respostas a todas as dúvidas. Lamenta-se! Não há respostas certas ou erradas. Não há. O amor não é 'chapa cinco'. O amor é todo diferente. É só ir até onde te leva o coração. Como diz a Susanita. A Susanita! Aquela daquele livro que eu vejo sempre à venda nos CTT.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Estranhamente calma

Costuma a tempestade preceder a bonança, mas receio bem que o meu espírito de contradição inverta o processo.

Não façamos já, pois, a tempestade num copo de água. Aguardemo-la tranquilamente. Entretanto, procurarei algo a que me agarrar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Confissões, diz ele!

Confissões e mente depravada não pode dar boa coisa, mas neste caso até dá. Continuam à direita.

[entretanto, sobre aquilo, nos comentários, de estar apaixonada ... ts ts ts ts]

Qual Facebook!

Vou inscrever-me no Skinbook.