sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mas porque raio vou eu falar do casamento, essa instituição barroca? Porque eu gosto de ajudar toda a gente. Não sou esquisita.

Tem-se como ideia corrente de que são as mulheres querem muito casar e de que os homens fogem a sete pés do casamento não é? Nada mais errado.
Antes de avançar tenho de aqui parafrasear a minha irmã. Foi a partir do que ela disse que eu me detive a pensar um pouco no assunto. O que ela disse foi isto:
- São os homens que querem casar.
(aparte - a minha irmã costuma dizer que tem um bom marido porque ele ajuda-a muito lá em casa. Quando ela me diz isto, eu rio-me. Ela manda-me à merda).
Ao ouvi-la dizer aquilo ... de que são os homens que querem casar, pus-me a pensar e ... Foda-se! é mesmo!
Porque é que são os homens que mais querem casar e não as mulheres, como normalmente se costuma pensar?
Agora que começaram a pensar no assunto, quando leram a afirmaçãozinha da minha irmã lá em cima, devem ter começado entretanto a entrever também uma explicaçãozinha, não?
A maioria dos homens quer casar, porque a maioria dos homens ainda não consegue viver numa casa, sozinhos. Não consegue viver sem que alguém lhes tome conta da roupinha, lhes faça a comidinha, lhes dê miminhos quando estão doentes e quando não estão doentes.
Não?! Não é por isto que a maioria dos homens casa?
Então porque é que há ainda tantos gajos a ganhar bem e a viver em casa dos pais? (E que não ganhassem bem!)
Mais uma vez a culpa disto dos homens quererem casar por estas razões é das mulheres. E continuará a ser enquanto a maioria das mulheres não deixar de mimar os seus filhinhos pequenininhos quiduchinhos. Foram educadas assim pelas mães delas. As filhas ficavam em casa para aprenderem os mistérios da lida da casa para quando tivessem a sua própria casa estarem na posse de todos os segredos para satisfazer o maridinho, enquanto os filhos iam trabalhar (no duro) para ganharem dinheiro e sentido de responsabilidade para quando fosse a vez de eles constituírem a sua própria família, serem uns verdadeiros homens. Era tão simples quando era assim, não era? (ah ah ah ah)

Os homens querem também casar para não se darem ao trabalho de sacar uma gajas. Em suma, querem casar para continuarem a levar a vida que sempre tiveram, com o valor acrescido das fodas profilácticas - a foda profiláctica é simultanemente a foda necessária para se manter são mentalmente e a foda com uma mulher que só fode com ele (portanto, nada de comparações ou ego posto em causa).

Esquecia-me ... casam também para deixar descendência.

Eu compreendo-os. Na boa. Eu se fosse homem faria a mesma coisa. O que eu não compreendo é que a maioria das mulheres continue a querer casar sabendo que os maridos as vão ajudar muito lá em casa. Iludindo-se com o facto de que os maridos serão fiéis. Iludindo-se com o facto de que nunca se divorciarão delas (divorciam-se claro se arranjarem outra melhor. Caso contrário não se divorciam).

Em conclusão: os homens só fogem a sete pés do casamento enquanto não encontram a tal que ele julgue que será uma excelente dona de casa e mãe de família e ah! que não o faça passar vergonhas diante da família dele e dos amigos dele.

Portanto, aqui para as minhas amigas que vêm cá de vez em quando e que ainda estão com essa ideia do casamento (se pensarem um bocadinho deixam-se dessa merda, mas disso falarei mais adiante, se estiver praí virada) já sabem o que têm de fazer: têm de portar-se bem. Pelo menos com a vít.. , com o homem dos vossos sonhos. Quando não estiverem com ele, podem ser umas grandes malucas, dormirem com todos os gajos que vos soprarem a conversa do bandido ao ouvido (claro que não podem ser amigos ou conhecidos da vít ... o homem dos vossos sonhos), caso contrário não há casamento para ninguém. Ah e claro, depois de casadas, têm de acabar com as maluqueiras. Não, não é possível manter a maluqueira. Em parte é também por isso que muitos homens casam muito tarde. É que a maluqueira é um vício que custa a largar.

Desculpem-me homens abrir assim o jogo, mas ...

De qualquer forma, não me parece que saiam prejudicados com esta "grande revelação".

Pronto, lá vou eu ser apelidada de feminista e não sei o que raio mais. Digo-vos: não confundam a merda do texto com um ataque aos homens. Eu gosto de homens, aliás, eu adoro homens, portanto, como é que raio posso eu atacar os homens, digam lá?

5 comentários:

1REZ3 disse...

Nem pensar!
Aí já estás a generalizar e mais que isso, a extrapolar a questão. Nessa não vou. E não faço a mínima ideia porque é que há gajos que ganham bem e não saem de casa. Talvez para juntarem uns "trocos" primeiro antes de sairem...?

E com esta fizeste-me lembrar a Ferreira Leite: "casam também para deixar descendência" :)

Qual feminista, qual quê? Andas a ler muitos blogues, andas...

Chama-me ingénuo mas gosto de acreditar que ainda há quem faça as coisas pelos motivos certos...

PS: Vê lá se voltas a escrever textos que não exijam grandes comentários, sim?

Pulha Garcia disse...

Ao contrário de outras vezes, desta feita parece-me que estás completamente errada.

1. As mulheres querem muito mais casar do que os homens. Basta pensar que quase todos os homens que eu conheço gostariam de "viver junto" ad eterno.

2. Não coloques questões de fidelidade pelo meio. Eu não ando com ninguém regular neste momento, ainda que "tropece" nalguns encontros imediatos de último grau. Tenho 31, vivo sozinho e ganho razoável. NUNCA fui infiel. Sacana e por vezes até egoísta, sim. Mas nunca infiel e jogo sempre limpo (sou honesto quanto às minhas intenções). Tudo isto apenas para demonstrar através de um caso concreto que estás muito longe da realidade.

3. Qual é o mal da tua irmã ter um marido que a ajuda lá em casa? qual é o mal de um marido gostar de alguém que lhe dê uns mimos quando se sente doente? Não é isso que é amar alguém? Trocar uns mimos, remar para o mesmo lado e foder?

4. Porque é que falas dos homens com tanta raiva? Não será uma defesa tua para não mostrares a tua sensibilidade verdadeira?

Maya disse...

:)

Pulha,

Começando pelo ponto 4 do teu comentário, que foi o que mais cócegas me fez. Raiva? ... que palavra tão forte. Eu não tenho raiva de/a ninguém. Posso é não compreender e não concordar com certas atitudes, mas raiva? Não.

Quanto ao ponto 3: devo dizer-te que eu adoro dar mimos. Mas tenho esta mania de os dar apenas a quem também consegue dar-mos. Não estou a dizer que retribuo apenas àqueles que mos dão. Estou a dizer que estou sempre disposta a dar mimos, mas se verifico que a pessoa objecto dos meus mimos não tem capacidade de me dar mimos também, não insisto mais na coisa. Seria uma coisa infrutífera. O problema da minha irmã é esse mesmo: contentar-se com uma ajuda apenas. Uma ajuda é um favor ... Não. Obrigada não quero uma ajuda. Quero envolvimento. Quero partilha.
Não é à toa que as mulheres, cujos maridos envolvem-se tanto quanto elas na porcaria das tarefas domésticas, estão muito mais predispostas a foder (e não têm tantas dores de cabeça).

Chegados ao ponto 2. Isso de seres sincero com uma mulher, dando-lhe a entender, ou dizendo-lhe até, quais as tuas intenções (vamos apenas foder ok? isto não é nada sério) é cruel. As mulheres aceitam esse jogo porque nunca acreditam que os homens falam a sério. O que uma mulher pensa é: comigo vai ser diferente - ou então - eu mudo este gajo (erro crasso, claro). (aparte: o pior erro de uma mulher é aliás este - de pensarem que mudam um homem - forma de pensar transversal a todas as mulheres, de resto - daí o facto de muitas relações esgotarem-se, não resultarem).
Quanto à fidelidade, bom ... digo-te apenas que conheço alguns homens casados - colegas, amigos, namorados de amigas, maridos de amigas (que até são uns gajos porreiros) que só se não puderem ... E não, não os provoco. Sou sacana, mas não tanto ...

Quanto aos casamento-contrato em si, de facto não me exprimi bem. Sim, são mais as mulheres que querem ver a coisa no papel. Mas são mais os homens que necessitam um relacionamento (viver junto, seja). São mais os homens que procuram um porto de abrigo.

xxx

Maya disse...

13,

Não percebi. Queres que eu escreva textos que não gerem polémica? Queres que eu escreva futilidades? (se for isto, estás a ofender-me gravemente - :) e estou a meter-me contigo, claro). Queres que escreva apenas textos com os quais tu te identifiques/concordes? :) (again ...)

Volto a dizer: não sou feminista. Estou é a viver num presente que é passado para mim. (!!!, até eu estou admirada ... bom!)

xxx

1REZ3 disse...

Maya,
quero lá eu que escrevas coisas frívolas! Para isso posso ir a uns quantos blogues - além de ter o meu (não, não estou a dar-te graxa). Por acaso era só uma aproximação a uma "queixa" que fizeste quando tiveste que comentar mais que o habitual ;)

E por mim escreve mais sobre aquilo que eu não concorde, é da maneira que se "discutem" melhor as ideias. Isso agrada-me.

Mas se há coisa que não percebo (por parte da resposta ao Garcia) é porque é que mantêm aquela ideia ou crença de que podem mudar uma pessoa?
O resultado está à vista, é vaguear por uns quantos blogues (para além do dia-a-dia). E depois queixam-se... (não, não me estou a referir a ti, até porque acho que tu és um caso mais "interessante" que isso...)