Eu vivo mesmo no centro da cidade, numa rua sem saída. A minha rua desemboca na rua principal da cidade, que por acaso é uma avenida. Hoje, Domingo da Paixão, houve procissão, à semelhança do que deve ter acontecido em muitas outras cidades. Na boa! O problema aqui da Maya: lembrou-se ela de, a meio da tarde, sair de casa para ir ao super. Chega ao estuário da rua e teve de lançar a âncora, que é como quem diz, teve de desligar o carrinho porque a procissão procissava. Passou nosso senhor com a cruz, passou o padre, passaram os anjinhos, passaram uns senhores com umas capas, passaram umas senhoras com uns cajados, passaram escuteiros, passaram mais anjinhos, passaram uns pastores, passaram umas pastoras, passou um andor, este não passou sozinho, levava uns quantos moçoilos a carregá-lo, passou o Sr. Dr., pai da minha vizinha, passou um garoto a fugir da mãe em sentido contrário, passou uma senhora a passear 2 cãezinhos, isto, tudo num silêncio sepulcral, até os cãezinhos. Depois, na cauda, na cauda lá vinha a a ...
a banda a tocar, que era onde eu queria chegar. Vocês não sabem mas, o que adoro bandas. Fazem-me, fazem-me ...
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