Eles, eles a falarem de futebol. Oh, o entusiasmo, o Messi, o Messi é o melhor jogador do mundo. Então não é o Ronaldo?, Não, é o Messi. Ok. Interessava-nos cebolas, a ela e a mim, o futebol. Começamos a falar de namorados. Dos antigos.
Ela - Epá, quando me disseste que andavas com um gajo que pintava os olhos ... achei o máximo!
Eu - Eu andei com um gajo que pintava os olhos? Não me lembro.
Ela -Sim, pelo menos foi o que me disseste ...
Eu - Ah, já sei o Josué ... pois pintava! Agora me lembro. Era qualquer coisa, o Josué. Uma vez apareceu-me com um casaco verde de veludo, comprido. Lindo. O espectáculo que demos na rua com o raio das pessoas a olharem para nós. "Oh, pra nós, tão diferentes, tão originais!".
Ela - (ri-se)
Eu - Ainda me lembro quando fui com ele a
Ela - Tó!
Eu - Pois ... e tiveste outro em Lisboa, fomos ter com ele uma vez. Lembro-me disso perfeitamente. Como se chamava?
Ela - Olha, já não me lembro ... (ri-se)
Eu - (rio-me) E aquele que era ... hum ... apaixonadíssimo por ti? Foi o cabo dos trabalhos para te livrares dele ...
Ela - Dinis.
Eu - E o outro, aquele primeiro?
Ela - José Carlos.
Eu - Caramba X., Quantos foram?
(começo a contá-los pelos dedos ..., 1,2,3,4,5 ...)
Ela - Hum, tanto silêncio de repente ...
E lá estão eles, os três, especados, com as orelhas arrebitadas. A sorrir.
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