quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

(imagem Google)

Sou maluca. Apaixono-me por vozes de rostos que nunca vi e cheiros que nunca senti.
Acontece com conhecidos - cantores, radialistas ... e desconhecidos - companhias incertas de café.
E, no entanto, quando a voz ganha cara, confirmo, reconfirmo e voltarei a confirmar sempre que aconteça (espero bem que sim), que os meus ouvidos conhecem-me bem e que sabem o que me agrada.
A voz de um homem tem de entrar em mim primeiro - sem bater à porta; apenas abrindo-a, sem pedir por favor - para que o meu corpo deixe entrar o resto do homem - cérebro e pénis.

Foi assim com Leonard Cohen. Quando ouço LC, sinto-me perfurada, de uma forma visceral.
É assim com desconhecidos no café. Arrepio-me e sorrio e não me viro. Deixo-me estar ali a ouvir a voz e conversa alheias.
É assim com desconhecidos ao telefone. Quase que me engasgo (quase, porque não sou rapariga de engasgar-me ...) com a guturalidade e/ou carvenosidade e/ou até soturnidade de um bom-dia ou boa-tarde ou até de um olá.

O contrário também se verifica. Querendo isto dizer que se a voz não me perpassa as entranhas, o resto do homem nenhum efeito tem em mim.

2 comentários:

Francis disse...

é assim mesmo.

bom ano.









i will dance with you...

Maya disse...

Will you? :)